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SOCIAL07/07/2020 | 06h10Atualizada em 07/07/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta terça-feira!

Sociedade por João Pulita Alex Battistel / Divulgação/Divulgação
Irone Covolan celebrou, ontem, a chegada de seus 80 anos cercada pelo netos Samuel Viecelli, Henrique Onzi Viecelli, Valentina Viecelli Dornelles, Frederico e Felipe Onzi Viecelli Foto: Alex Battistel / Divulgação / Divulgação

Atualidade

Morgana Säge, conhecida mestra em Língua Portuguesa e Redação, que conduz a Escola Sapiens, volta a dar mostras ao que veio. Nesta terça-feira, às 18h30min, ela divide uma live com a colega de métier, a professora de Filosofia e diretora da Cataventura, Laina Brambatti. Discorrerão sobre o tema, Autonomia e os estudos: práticas montessorianas para vestibulandos. Para acessar o conteúdo busque por @sapiensgrupos no Instagram. 

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Vinícius De Figueiredo e Lísia Heinen batizaram o príncipe deles, João Pedro, durante cerimônia no fim de semana Foto: Bruna Comin / Divulgação

Aniversário

Hoje é dia de aplaudir a passagem da data querida do jornalista Fabiano Finco e do empresário Emílio Finger. Amanhã as atenções girarão ao redor de Manuela Zatti, restaurateur e comandante do Sebastiana Bar e Restaurante.

Célula

O jovem oncologista caxiense Rafael Maciel Grochot, filho de Lusuir e Fátima Grochot, graduado em Medicina desde 2012, segue debruçado em estudos na área. Tanto é que, desde o último dia 30, está em Londres, onde iniciou uma nova etapa profissional trabalhando em um centro de pesquisa para o tratamento do câncer dentro do hospital The Royal Marsden NHS Foundation Trust. O projeto inicial de Rafael é permanecer no Velho Mundo pelo período de um ano, que poderá se estender por um prazo maior.

A médica Ane Canevese e o empresário Rodrigo Vieira assinalam um elo profissional que evidencia novas práticas de saúde e bem-estar Foto: Fabio Grison / Divulgação

Forma

O empresário Rodrigo Ghilardi Vieira inaugurou, em junho, a Euforce Health & Fitness, em parceria com a médica Ane Canevese, em um espaço na Clínica de Dermatologia que leva o nome dela, no W Tower. A proposta apresenta a tecnologia alemã Miha Bodytech, líder mundial no setor de Eletroestimulação Muscular. A boa nova da dupla proporciona treinos de 20min que recrutam até 300 músculos, com resultados eficientes e rápidos, aliando benefícios médicos, esportivos e estéticos. Atletas de ponta como Usain Bolt, Rafael Nadal e celebridades como Sabrina Sato, Bruna Marquezine e Grazi Massafera são alguns dos famosos adeptos à tecnologia.

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A sutileza das formas com liberdade!

Carolina Neumann PotrichFoto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Autêntica, Carolina Neumann Potrich, 29 anos, filha de Antonio Carlos Potrich e Ilma Neumann Potrich, simplifica o seu fazer manual com talento e gestualidade únicas. Criativa designer de moda, formada pela UCS com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, conta nessa entrevista como tramou sua história profissional e de como o signo de Sagitário rege seu entendimento de liberdade, na expressão de seu labor. Passeie pela originalidade da assinatura de Carolina Potrich!

Qual sua lembrança mais remota da infância e que sabor remete essa época? De viajar frequentemente aos fins de semana, por conta da minha família não ser de Caxias. Sempre regadas a diversas canções que recordo até hoje e com sabor de liberdade com tempero de família.

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? Dos meus pais, certamente. Assim seria capaz de compreender tudo aquilo que os constitui, uma vez que são meus grandes exemplo. 

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse uma obra? Desbravar mundos novos - como fiz com o intercâmbio e quando abri meu próprio negócio. O título poderia ser: “A coragem do desconhecido.”

O que é ter estilo? Assumir aquilo que te faz sentir-se bem.

Qual é a sua história com a moda, como começou e por que decidiu seguir por esse caminho? Comecei por incentivo de pessoas ao meu redor, simplesmente por ser uma pessoa criativa. Sempre fui metida, por isso desbravei a pesquisa, trabalhei com uniformes, vendia colares e brincos que eu mesmo produzia e sempre tive a certeza que trabalharia com algo manual, mesmo que não fosse roupa. Ao fim, por meio de uma marca que trabalha com crochê, descobri o universo do slow fashion, que na verdade estava dentro da minha casa, mas o ressignifiquei. Com conhecimento inicial em moda e zero conhecimento de gestão, me aventurei em empreender. Só cresci e aprendi com o “risco” que me coloquei.

Quais conselhos daria para quem quer ingressar nessa profissão? Persistência e amar o que se faz.

Gostaria de ter sabido antes... o verdadeiro sentido que o tempo tem para mim.

O quão importante foi a experiência da graduação e o que pode compartilhar a respeito desta trajetória? Foi o ponto de partida, portanto entendo que foi tudo o que eu precisei para me tornar quem eu sou. Tudo o que aprendi e busquei depois, só fez sentido, pois realmente gostei da profissão. O que eu posso compartilhar, é que me sinto uma corajosa quando penso que comecei tudo isso aos 23 anos. E tenho certeza que essa minha coragem sempre foi abastecida e impulsionada pelo apoio da minha família e de pessoas as quais fui conhecendo e contando até aqui.

Quais os seus trabalhos ou projetos preferidos? Qual o motivo? Com certeza a minha marca como um todo, que leva meu nome, é algo pelo qual me orgulha muito pelo fato que estar constantemente em aprendizado, por se tratar de um fazer humano, sem padrões e sem mesmice.

Como funciona o seu processo criativo, desde a pesquisa até a concepção dos modelos? Processo criativo é algo estranho de contar, pois entendo que fala muito daquilo que faz sentido para quem cria. Vejo o meu de uma maneira bem simples, honestamente, tenho dificuldades de me aprofundar em conhecimentos que não tenham sentido no meu momento. Então fico muito nas sutilezas daquilo que está ao acesso de todos. Sempre tem algo que me toca de uma maneira diferente, como o Nascer do Sol que foi inspiração para minha última coleção. A partir desta percepção, vou refletindo sobre as suas significâncias e como isso pode se transformar em um vestir. Observo textura e movimento, busco conhecimento sobre, mas não de uma forma que me tire da “rota”. Somo minhas criações, ao conhecimento e a técnica de artesãs, e as transformo em produto que faça sentido para quem tocar ou sentir-se tocado.

Como lidar com bloqueios e se manter criativa na atual situação mundial? A sensibilidade da criação permeia muito aos movimentos do mundo. Eu me abasteço de otimismo, por isso procuro ver a beleza do momento, entender o que estou precisando aprender com isso e, a partir disso, tornar o meu momento mais leve. Nem sempre funciona, por isso também não deixo de lado meus grandes amigos, que me impulsionam e me inspiram.

Como enxerga a cena de moda contemporânea no Brasil? Vejo que é o momento de falar sobre verdades. Estamos em transição, aos poucos e com as nossas próprias atitudes, vamos influenciando e movimentando um olhar para o que é nosso e, quando falo nosso, falo de brasilidade. Me orgulho das mentes criativas e borbulhantes que temos – e Caxias é incrível nisso. Por isso, acredito que o “feito aqui” tem cada vez mais poder, não só no âmbito da moda, mas como um todo em questões de design.

De que maneira o cenário atual está afetando o mercado da moda, e como isso vai impactar no futuro? Me apego e desapego nas informações da moda em si, pois penso que como empreendedora eu preciso ver um cenário maior. De todo modo, vejo um movimento de conforto no vestir, pois paramos, literalmente, para estar e viver nossa morada. O consumo ficou dentro dos essenciais. Neste contexto, vejo que o mercado da moda pode se fortalecer, principalmente se estiver unido, falando e mostrando o significado que tem por trás da nossa roupa. Mas não posso negar, estremeceu a maioria.

Quais são os seus planos para o futuro? Por ora, meu plano principal é fortalecer e evidenciar os valores do meu negócio, no intuito que a marca Carolina Potrich seja reconhecida pelo sua essência no Brasil a fora. Além disso, busco um futuro que traga a liberdade com responsabilidade a todos que estiverem comigo e, claro, a mim também.

O que considera que são mitos da profissão? Superficialidades não cabem a moda e sim a modismos. 

Qual a importância da sustentabilidade nesse meio? Sustentabilidade já não é mais bandeira para se levantar, pois entendo que deve estar intrínseco a qualquer negócio de moda. Equilíbrio, é ser sustentável em todos os seus pilares. 

A era digital vem beneficiando a moda de diversas formas, tornando-a cada vez mais acessível ao público. Quais os pontos positivos e negativos de fazer moda numa era em que quase tudo gira em torno da internet? Vejo como super positivo isso, pois podemos apresentar a marca, os produtos e como o negócio acontece, sem estar na presença física. De todo modo, entendo que o digital não pode distanciar-se do lado humano, pois pessoas gostam de relacionar-se com pessoas. Como negativo, as pessoas se tornaram críticas e as vezes até julgadoras de fatos que apontam apenas o seu olhar, sem buscar a verdadeira informação. Mas vejo isso como um todo na internet e, confesso, que um pouco me desanima isso.

O que significa fazer moda e como isso reflete na sua vida pessoal? É oportunizar as pessoas a vestir-se com essência e alma. Não somente a minha alma, mas a energia de quem põe a mão na massa e transforma fios e tecidos em vestir. Fazendo assim, morada para quem compõe um look com a minha e outras marcas. A moda é uma fonte de expressão pessoal bem forte. Adoro ver a minucia das coisas, do cotidiano, das caminhadas na rua e da natureza. Não canso de perceber que os detalhes fazem a diferença e, sinceramente, não sou uma colecionadora de atenções para o que as pessoas vestem e, sim, coleciono atitudes gestuais, que muitas vezes, refletem naquilo que escolhemos para comprar e então vestir.

Quais músicas não saem da sua playlist? A brasilidade de Lenine, Nando Reis, AnaVitória, Legião Urbana e toda essa turma aí. Mas não nego a calmaria de um Jack Johnson.

A melhor invenção da humanidade? Internet: nos abriu infinitas possibilidades.

Reflexão de cabeceira? Manoel de Barros tem me ensinado cada vez mais sobre as singularidades e simplicidades da vida.


 
 
 

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