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Música14/07/2020 | 08h00Atualizada em 14/07/2020 | 08h00

Primeiro EP da banda caxiense TeTo mistura hip hop com algumas paradas sonoras mais pesadas

"Transmissão Clandestina" já pode ser conferido nas plataformas digitais

Primeiro EP da banda caxiense TeTo mistura hip hop com algumas paradas sonoras mais pesadas Gabriela Fiorese/Divulgação
Banda formada em 2016 reúne jovens dos bairros Cruzeiro, Petrópolis e Campos da Serra Foto: Gabriela Fiorese / Divulgação

Uma das revelações da cena musical caxiense dos últimos anos, a banda TeTo apresenta ao público o seu primeiro EP digital, Transmissão Clandestina. Para quem está com saudade de assisti-los ao vivo, a boa notícia é que, no estúdio,  Nego Boy (vocais), Bob William (baixo, vocais), Guillermo Mathias (teclado e vocais), Guilherme Antunes (guitarra) e Kewin Grando (Bateria) conseguem alcançar a mesma energia dos palcos, misturando elementos de hip hop, como a programação eletrônica, com o groove da soul music e a pegada mais orgânica do rock psicodélico. 

São cinco faixas gravadas no estúdio caseiro de Guillermo Mathias. Quatro delas já eram tocadas ao vivo pelo quinteto, que ganhou visibilidade ao ser escalado para a coletânea Sons Que Vem da Serra, lançada no ano passado: TeTo Chegou (com participação da cantora Bruna Toledo), Amnésia, Hoje Vem Pra Cá e Melhor Tinta Na Parede, Que o Sangue Escorrer no Chão. Completa o trabalho uma composição inédita, a faixa-título, que traz um lado diferente da banda, no qual a temática da crítica social é pano de fundo (“o orgulho negro não joga a toalha”) para um refrão mais subjetivo e sensorial, que dialoga com a própria experiência de ouvir a música, repleta de efeitos:”Eu gosto do que sinto, quero mais uma vez. Escuto o som surgindo, meu corpo a estremecer”:

– Nossas letras costumam refletir uma visão do que observamos no cotidiano da cidade, do Brasil e do mundo: desigualdades sociais, a luta contra o racismo e toda forma de preconceito, o papel da arte e da cultura. Mas a gente não se limita. A própria faixa-título deste trabalho tem uma mensagem mais subjetiva, enquanto o som também traz essa nossa característica de viajar um pouco por sonoridades diferentes, como o dub e o trap – destaca Bob William, um dos compositores, ao lado de Nego Boy e de Guillermo Mathias.

Formada em 2016, a partir da reunião de amigos dos bairros Cruzeiro, Petrópolis e Campos da Serra, a afinidade que resultou na TeTo vai além do interesse em fazer rimas repletas de crítica social, como os versos “Quem sofre desde cedo, é claro que cresce sem medo, isso nunca foi segredo”, da música Amnésia. À poesia do rap, a galera reúne influências musicais da pesada, como as bandas gringas Rage Against The Machine e Parliamentent-Funkadelic, o soul brasileiro de Cassiano e Tim Maia, chegando aos gaúchos da Ultramen.

– A gente se reconhece muito nessa mistura dançante e psicodélica, que acabamos  buscando principalmente na black music, tanto da cena norte-americana quanto da brasileira. Ao mesmo tempo também nos interessamos por rock, punk, metal. Toda essa salada nos representa um pouco. Uma das preocupações da Teto é manter sempre a veia eletrônica do hip hop, mas sem perder isso da banda como uma coisa orgânica, com baixo, bateria, guitarra muito presentes – resume Bob William.

Transmissão Clandestina já pode ser conferido nas plataformas digitais. O lançamento é feito em parceria com o selo caxiense Alforge Records, o mesmo responsável por distribuir trabalhos recentes das bandas locais Borduna e CXS/POA. Enquanto a pandemia não permite retornar aos palcos, a TeTo deve continuar  na toada dos lançamentos digitais. Para os próximos meses, devem ser lançados videoclipes de algumas das músicas do EP. 

A banda também prepara uma live para ser anunciada em breve, então vale a pena ficar ligado nas redes sociais: @tetoeosom (Instagram), /Tetoeosom (Facebook) e Banda TeTo (Spotify e YouTube).

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