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SOCIAL30/06/2020 | 06h10Atualizada em 30/06/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta terça-feira!

Sociedade por João Pulita Juliano Vicenzi / Divulgação/Divulgação
Tecla Verruck compartilhando horas lúdicas com seus amores, José Miguel e Lívia Maria Verruck Mazzocchi Foto: Juliano Vicenzi / Divulgação / Divulgação

Visionárias

A Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Bento Gonçalves realiza uma live, hoje, às 20h, sobre o tema Empreendedorismo & o Mundo Digital. Participam, Julia Pilletti, consultora de imagem e estilo e Alini Xavier da Costa, coach e consultora de marketing digital com mediação de Gabriela Peruffo, coordenadora da Comissão Jovem da instituição. Quem desejar assistir pode acessar o perfil no Instagram @bpw.bentogoncalves.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

Filipe Maciel celebrou seu aniversário, sábado, com chá da tarde, em casa, com as atenções de seu artista predileto Sergio Lopes Foto: João Pulita

Solidária

Sempre otimista para um futuro melhor pós-pandemia, a articulada Tainey Schmitt Damas, gestora da UniCesumar Caxias do Sul, está debruçada em mais um projeto social: a Rede do Bem. Trabalha na campanha que arrecadará cestas básicas para o Lar da Velhice São Francisco de Assis e o Ação do Bem. A proposta seguirá até 31 de julho, com o objetivo de estimular a capacitação e a solidariedade em tempos difíceis.

Emerson Betiolo e Daniela Tedesco Betiolo ao sabor da elogiada gastronomia do Q RestauranteFoto: Simone De Antoni Perini / Divulgação
Arlindo Grund protagoniza, hoje, uma live no projeto Encontro do Varejo, no perfil do Sindilojas Caxias Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

Guarda-Roupas

O consultor de moda Arlindo Grund é o convidado do Encontro do Varejo, hoje, às 20 horas. Ele que foi atração de prestígio durante o 2º Simpósio Estadual do Varejo, em outubro de 2019, compartilha a tela da live com a gerente executiva do Sindilojas Caxias, Lisandra De Bona. O bate-papo será sobre “Como nos vestiremos a partir de agora”, abordando como as nossas escolhas mudaram para o vestuário do cotidiano, analisando os efeitos da pandemia no modo de vestir. Pós-graduado em Marketing pela Faculdade Getúlio Vargas e mestre pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, Arlindo Grund está há dez anos à frente do programa “Esquadrão da Moda”. Em 2015, lançou o livro “Nada Para Vestir” que já está em sua 5ª edição e foi um dos mais vendidos do segmento em 2016. Seu segundo livro “As Armadilhas da Moda” foi lançado no fim de 2017. Para assistir à transmissão, o público deve seguir o perfil no Instagram @sindilojascaxias.

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A música, o silêncio e o sagrado!

Lazaro Sousa do NascimentoFoto: Tatieli Sperry / Divulgação

O músico porto-alegrense, há muito radicado por estas plagas, Lazaro Sousa do Nascimento, 45 anos, filho de Pedro Linhares do Nascimento (in memoriam) e Ana Maria Sousa do Nascimento, é autodidata, pai de Beatriz Sperry do Nascimento. Aos quatro anos de idade ganhou um cavaquinho de seu pai, que serviu de norte para sua vida de artista. Depois de sua primeira passagem por um estúdio profissional, abriu-se um leque de possibilidades em sua vida e a música tornou-se o caminho que decidiu seguir. Em 2009 lançou o CD instrumental “Simplicidade”, no qual resgata nuances da infância, convivência familiar e desapego de virtuosidade. Atualmente é responsável pela produção musical de dois artistas e atua como diretor musical na Cia de Dança Matheus Brusa, na qual mergulha no universo das trilhas sonoras. Passeie pelos acordes, pelo tempo e pela liberdade dos caminhos seguidos por Lazaro!

Qual sua lembrança mais remota da infância e que sabor te remete essa época? As primeiras lembranças são de antes dos quatro anos, muito ligadas à igreja onde sempre que havia alguém tocando eu sentava na primeira fileira. Tem sabor de vida simples e equipe familiar, pai e mãe o dia todo fora, minha irmã, meu irmão e eu, convivendo o tempo todo no pátio e qualquer objeto virava brinquedo.

Qual é a sua história com a música, como começou e por que decidiu seguir por esse caminho? Aos quatro anos de idade ganhei um cavaquinho e aprendi o pouco que me meu pai, Pedro Linhares do Nascimento, sabia. Sempre tocamos em casa e nunca estudamos música de verdade. Tocar um instrumento era o nosso vídeo game. Nunca imaginamos que poderia se transformar em uma profissão. Aos 19 anos, morando há pouco tempo em Caxias do Sul, dando uma “canja” em um bar, acabei me tornando músico da casa. Depois me apresentei em bailes até que me vi dentro do estúdio. Isso há 25 anos e participação em quase uma centena de discos e alguns DVDs.

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse publicada? A gravação de um DVD ao vivo, com alguns dos mais influentes artistas do meio nativista do Rio Grande do Sul, banda grande, com músicos experientes, em que fiz os arranjos, produção musical e também toquei. Foi um trabalho normal até eu ver o tamanho da estrutura que estava montada no dia da gravação, esperando o resultado das minhas escritas. O título poderia ser: “O dia que caiu a ficha”.

Quais músicas não saem da sua playlist? Grande parte acaba sendo ocupada por músicas que preciso fazer arranjos e produções, na maioria autorais. Mas poderia citar Luiza (Tom Jobim), Cata-vento e Girassol (Guinga e Aldir Blanc) e Beatriz (Chico Buarque e Edu Lobo). Há mais de dez anos que o CD Romance, da incrível Rosa Passos, me acompanha sempre. É uma coletânea de compositores e ele é o meu descanso rotineiro.

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? Ludwig von Beethoven. É impressionante os lugares onde a mente dele passeou e que se tem registro. Imagino que ele deve ter ido muito mais longe.

Gostaria de ter sabido antes... o simples pode ser mais complexo do que possa parecer.

Lazaro Sousa do NascimentoFoto: Tatieli Sperry / Divulgação

Quais são as suas referências na área? Nicolás Brizuela, Luis Salinas, Jeff Beck, Joe Pass, Slash, Leonardo Amuedo e  Quincy Jones. Sou um autodidata e aprendo melhor ouvindo, procuro escutar tudo que me é oferecido porque sempre absorvo algo, como músico e como produtor.

Quais conselhos daria para quem quer ingressar nessa profissão? Antes de tocar, ouça muito, com atenção; a música é muito mais importante do que o músico; não estude música para ser famoso, estude para fazer música; faça a sua, mas ouça seus companheiros. Você se ouvirá de fora e aprenderá mais sobre si mesmo.

Quais são os seus planos para o futuro? Produzir um DVD infantil focado no ensino do ballet, em parceria com professores de dança. Também tenho trabalhado em um método prático de estudo básico de violão e solfejo.

O que considera que são mitos da profissão? Ser músico não te impede de ter outra profissão e vice-versa. Focar apenas no seu instrumento escolhido/preferido, pode te impedir de conhecer, agregar ou até trocar outro, o que é muito válido. É mito que se precisa de um instrumento o tempo todo na mão para se estudar música. Os músicos estão sempre aprendendo de alguma forma.

Como lidar com bloqueios e se manter criativo na atual situação mundial? O silêncio é sempre bem vindo nessas horas. A parte criativa geralmente faço sozinho e quase sempre em casa, então acaba que meu cenário continua o mesmo. Costumo deixar a música em loop enquanto eu faço outra coisa pela casa. Fico em silêncio algum tempo deixando o som tocar no imaginário. Só depois pego o violão. Se vejo que não virão boas ideias, vou pra outra melodia e faço o mesmo processo. 

Fale sobre sons e silêncio: o silêncio é como um quadro em branco esperando a responsabilidade e o equilíbrio dos traços, das cores, dos sons. Dele se faz um disco, mas sem ele, a música não teria sentido. Silêncio é a respiração, assim como as sutilezas. No meio do bruto, a delicadeza soa como descanso e fôlego para recomeçar tudo.

Quem é o grande ícone da música? Qual sua grande obra e por quê? Penso que no Brasil, por toda a obra e principalmente por ter apresentado o país para o mundo, Tom Jobim. Talvez os discos com Frank Sinatra pelo contexto e Elis e Tom pela genialidade brasileira.

Em que tom observa o momento atual do mundo? Estamos passando por momentos difíceis com a pandemia, mas já vivemos há muito com outros problemas diários no que se refere a convivência e o pensamento coletivo. Temos muitos aspectos que precisam de mudanças urgentes e com isso perdemos uma oportunidade de aprendizado nesse período que poderia ser de reflexão.

Qual canção mais reverbera dentro de ti? “Se eu quiser falar com Deus”, Gilberto Gil. Tem uma melodia que me toca juntamente com a letra. Mas também, por esses dias, a música “Cálice” do Chico Buarque volta a ter sentido.

Dos artistas com quem dividiu o palco, quem é o maior em virtuose? Difícil dividir dessa forma. Sempre digo que músico é o que tem dentro e o instrumentista é o que tem fora, nem sempre se equilibram. Vamos lá, um deles: Jorginho do Trumpete.

Música boa é aquela que... nos transporta e nos faz pensar.

Tocar um instrumento é um ato sagrado? Sem dúvida é a minha ligação direta com o ser maior, seja lá o nome que cada um prefere. Eu chamo de Deus e é minha oração, o meu silêncio, mesmo tocando.

Reflexão de cabeceira? A música é um fenômeno poderoso da natureza que temos o privilégio de manipular. Usufruímos, trabalhamos, reorganizamos, mas ela pertence a algo muito maior do que nós.

Um hábito que não abre mão? Trabalhar de madrugada.

Uma qualidade: sou sincero no que falo.

Um defeito: prefiro ser direto e claro do que ficar horas fazendo rodeios para dizer a mesma coisa, com outras palavras. Para quem me conhece é tranquilo, mas algumas pessoas não gostam.

Uma palavra chave: oportunidade.

A melhor invenção da humanidade? A internet. 

A grande música de todos os tempos? Pelo contexto da obra, Bohemian Rhapsody, do Queen.





 
 
 

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