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SOCIAL02/06/2020 | 06h10Atualizada em 02/06/2020 | 06h10

Sociedade por João Pulita

Veja a coluna social desta terça-feira!

Sociedade por João Pulita Wéllington Damin / Divulgação/Divulgação
Sócios e empreendedores, Elton Da Rolt, Lídia Ribeiro e João Toss, apresentaram a Level Coffee Store Foto: Wéllington Damin / Divulgação / Divulgação

Ciranda

Clarissa Lucena Bertuol e Isadora Schulz Magnabosco, sensibilizadas com a mudança de data das festas de 15 anos de suas amigas devido à pandemia da Covid-19, organizarão, nesta sexta-feira (5), às 20h, pela Bitcom TV, uma live para que as aniversariantes possam sentirem-se acolhidas e ao mesmo tempo, fazer dela uma proposta solidária para ajudar aqueles que mais necessitam neste momento. O projeto intitulado Meus 15 anos! E agora? é um evento online, com convidados da área e um desfile pocket de amigas. A #livedobem das meninas terá renda revertida para a Liga Feminina de Combate ao Câncer – Núcleo Caxias do Sul. Participarão do encontro Maria Rita Gonçalves, Sidnei Staudt, Iasmini Bellaver Dambros, Anderson Civardi, Ana Dotto e Gil Chiossi. Durante a live aparecerá, na tela de exibição, um link e um QR Code no qual as pessoas poderão fazer suas doações.

Clique e confira outras edições da coluna social de João Pulita

O charme do outono pela coach Michele De Matheo que encheu de afagos e afeto o marido, aniversariante da última quinta-feira, Sandro Randon Debortoli Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Germano Ramos Boff e a namorada, aniversariante de sábado, Bruna Massochini da Rosa, celebração em família Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação

B’day

Hoje é dia de festejar a passagem da data querida de Geraldine Gauer Balen. Amanhã, os abraços serão ao redor das manas Fabiana e Daniele Bressaneli Koch.

Marlisa e Milton Salvador, ontem, quando ela comemorava mais uma data querida Foto: Jucimar Milese / Divulgação

Um manifesto de atitude!

Elisa Maria Mazzurana KuverFoto: Juliano Vicenzi / Divulgação

Hoje é dia de conhecer um pouco mais da alma de Elisa Maria Mazzurana Kuver. Esta canceriana nata, graduada em Administração de Empresas com Habilitação em Comércio Internacional, é stylist e consultora de moda que se reinventa dioturnamente. Filha de Luiz e Therezinha Mazzurana, natural de Gramado, já faz história, além do universo fashion, também no quesito filantropia. A esposa de Marcelo Kuver e mãe de Thiago, 16 anos, e Carolina, 12,  é a mentora do projeto solidário Moda e Consciência Social, transformado em sucesso instantâneo desde o momento de sua criação. Saiba mais sobre Elisa que carinhosamente alinhavou esta entrevista com a coluna!

Qual sua lembrança mais remota da infância e que sabor te remete essa época? Brincar entre as árvores e colher frutas no sítio dos meus pais! Sabor do que é verde, de ar puro, do sol e da terra, da alegria e da paz.

Se pudesse voltar à vida na pele de outra pessoa, quem seria? Amo minha vida, minha família e ser quem sou! Voltaria sempre na mesma pele sem qualquer dúvida, mas com o direito de antecipar a sabedoria que só o viver nos garante. No meu dia a dia carrego o sentimento de agradecer. Tenho a certeza de que é essa vida que vale a pena.

Qual a passagem mais importante da tua biografia e que título teria se fosse uma obra? A decisão de deixar de ser uma executiva no cargo de Gerente De Operações Comerciais na Melissa/Grendene e comunicar a minha crença e comportamento de moda. O título seria: Quando A Moda Indica O Caminho!

Gostaria de ter sabido antes... que a moda já estava em mim desde sempre. 

O que é ter estilo? Estilo é imprimir sua personalidade por meio do vestir. Ser quem você é. A autenticidade dá o tom. O estilo se impõe sobre a moda.

Quais peças não saem do seu guarda-roupa? Blazers, camisas brancas, calças de alfaiataria e jeans, camisetas básicas, tricots, saia lápis, cintos e casacos longos! Peças coloridas em geral. 

Quais os seus trabalhos ou projetos preferidos? Qual o motivo? Acredito em uma moda que inspire e ajude as pessoas a conquistarem confiança. Cada atendimento de consultoria de imagem é especial, porque acima de tudo, vestir-se bem, com autenticidade, elegância e confiança podem levar você a qualquer lugar. O movimento “Broches e Suas Histórias” de agosto de 2019, contou histórias reais e confirmou o retorno desse acessório tão querido e saudoso. Desfiles e eventos de parceiros de moda, nos quais tenho a oportunidade de realizar o trabalho de consultoria, vestindo e conhecendo pessoas. O grupo Moda e Consciência Social surgiu inspirado em semanas de moda que tinham o objetivo de trazer tendências por meio da construção de looks. Mas não poderia deixar de lado a essência do momento em que vivemos, colaboração para o bem comum. Recentemente iniciamos a fase chamada Arco-Íris, por seu significado de esperança, força e harmonia. Não poderíamos deixar de adotar também esse símbolo que se sensibiliza e inspira através de suas cores. Nesse momento estamos usando recursos recebidos para ajudar hospitais e entidades de apoio. Doações seguem sendo  solicitadas, e todos são bem-vindos. 

Como foi o processo para concepção do projeto Moda e Consciência Social? A iniciativa, capitaneada por mim, traz looks com tendências escolhidas semanalmente, para incentivar doações a entidades e hospitais da cidade. Surgiu a partir de um formato que já trabalhei no ano passado para divulgação de semanas de moda. Em casa, pensei que era a hora de falarmos sobre consciência social, uso das máscaras e trazer atitude, moda e comportamento. Já na primeira semana o grupo arrecadou 640 máscaras de tecido reutilizáveis, doadas ao Hospital Geral. O projeto passou por tendências como off-white, all black, e promete trazer mais informações sobre moda e, claro, engajar a comunidade nesse ato solidário. Também estamos abertos para quem quiser participar da ação e as doações em dinheiro e materiais são direcionadas ao hospital Virvi Ramos, Lar da Velhice São Francisco e Hospital Geral. Sempre publico atualizações no meu perfil no Instagram @elisakuver. Por fim, agradeço a todos já passaram por este projeto e que tem minha imensa gratidão.

Qual é a sua história com a moda, como começou e por que decidiu seguir por esse caminho? Foi a moda quem me encontrou, formada e com atuação no mercado internacional, trabalhando na indústria da moda, vivenciei o varejo e  feiras internacionais, tendências e inovações desse mercado. Assumindo mais tarde as operações comerciais da marca Melissa, a quem devo minha escola e vivência no setor.  Após longo período na indústria, e algumas novas especializações, queria algo novo. Estava pronta para deixar meu estilo exalar e construir algo meu. 

Quais são as suas referências na área? Grifes internacionais e nacionais, mas como não poderia ser diferente, a moda estava nas ruas e para elas voltará! Então minhas referências estão onde se cria, se transforma, se reutiliza e se renova.

Busca estabelecer relações no seu trabalho com outras áreas, como design, arquitetura e arte? Como não traduzir uma tendência de moda, sem estabelecer a conexão com o design e a arquitetura? Procuro trazer referências que vão além do vestir. Um exemplo mais prático, “a cor do ano”, ela influenciará a arte, a moda, a arquitetura e o design. Faço parte da Confraria das Artes, não só por amar a arte, mas pela conexão dela com a moda. Confesso que quero estudar e aprofundar a relação histórica das duas. 

Como enxerga a cena de moda contemporânea no Brasil? A moda passa por um cenário muito difícil e desafiador. Felizmente o Brasil já vinha dando sinais de renovação, de consumo consciente e criatividade. Passamos a valorizar o feito à mão e o artesanato antes da pandemia da Covid-19. Isso tudo nos ajudará. As colaborações -não somente na criação das coleções-, no meu ponto de vista, serão uma das principais ferramentas de reconstrução. Os recursos da internet estão tendo um uso positivo: aproximar as pessoas, construir pontes entre marcas e clientes. O digital sai ganhando na pandemia, mas jamais substituirá o físico, o presencial.

Quais conselhos daria para quem quer ingressar nessa profissão? Existe muita oportunidade para quem acredita em uma moda que pode criar pontes, elos, que pode emocionar, juntamente ao vestir. A moda está em transformação, não temos as respostas, tudo passa a ser oportunidade. Leia sobre moda. O digital é para todos. 

Quais os pontos positivos e negativos de fazer moda em um era em que quase tudo gira em torno da internet? A era digital vem beneficiando a moda de diversas formas, tornando-a cada vez mais acessível ao público. 

O que significa fazer moda e como isso reflete na sua vida pessoal? Para mim é liberdade, não só de expressão, mas de atitude e comportamento. A elegância, essa palavra tão utilizada na moda e no estilo, é fundamental em qualquer situação. Em comportamento, em educação, em respeito aos outros, acho que isso faz a moda em que acredito.

Qual a importância da sustentabilidade na moda? Ainda semana passada, um dos maiores varejistas de moda on-line na Europa, deu prazo para seus parceiros, passarem a ser totalmente sustentáveis. Uso esse exemplo para dizer que acredito, carrego a bandeira, mesmo sabendo dos desafios que ela traz. A indústria tem relevante participação nas repercussões socioambientais, e precisa mapear e definir prazos em busca da sustentabilidade. O consumo consciente, a atitude de novas gerações frente a moda, a realidade da reutilização, da ressignificação das roupas e acessórios corrobora tal necessidade.

Uma qualidade: resiliência.

Um defeito: ansiedade.

Uma palavra chave: respeito.

Um hábito que não abre mão? Estar ao sol.



 
 
 

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