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Opinião07/05/2020 | 08h00Atualizada em 07/05/2020 | 08h00

Frei Jaime: longe do amor é muito complicado descobrir a felicidade

A especificidade do ser humano é amar

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Sem pressa, a luminosidade vai ocupando seus espaços e um novo dia se apresenta para todos nós... Hoje é 5ª feira, dia 07 de maio... O dia das mães se aproxima: devolver amor a quem nos ensinou amar. Que a criatividade plenifique a celebração do dia das mães... Distância física também é afeto! Abençoado dia! Paz no coração! 

"Quando o outro, pelas mais diversas razões esperar pelo seu ódio, surpreenda-o com o seu amor." (Pe. Fábio de Melo). 

A especificidade do ser humano é amar. Longe do amor é muito complicado descobrir a felicidade. A soma de anos deveria agregar uma maior capacidade de amar. As pessoas que não fazem uma profunda experiência de trocas de amor, acabam vivendo de forma insignificante. Aqueles que substituem o amor pelo ódio estão sempre imersos em confusões, desafetos, desentendimentos e duelos. Assim como o amor faz parte da vida, o ódio também tenta adentrar o sacrário existencial. Se houver um pequeno espaço, o ódio se instala e faz verdadeiros estragos. É comum, na convivência humana, ‘pagar com a mesma moeda’. 

Porém, quem investe na qualidade de vida e sabe que o mal deve ser cortado pela raiz, sempre vai pagar com amor o ódio recebido. O fracasso do ódio é justamente receber amor de quem poderia estar recebendo um ódio maior.      

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Quando o mundo assimilar a dinâmica do amor, as pequenas e grandes guerras cessarão. Normalmente as pessoas negam, mas todos carregam consigo uma pitada de vingança. É uma questão de inteligência extinguir o ódio do próprio coração, sem deixar nenhum resquício. Como é alegre surpreender os outros, principalmente os menos dedicados, com tudo o que o amor pode ofertar. Se muitos não amam e estão sempre propensos a odiar, o problema é unicamente deles. O segredo é não deixar-se afetar pelas armadilhas dos desafetos. É uma questão de elegância saber amar indistintamente e carregar consigo a moeda de maior valor, para utilizar como troco, nos desencontros existenciais: a moeda do amor. Mesmo que exista a vontade de odiar, que a capacidade de amar se imponha e corte todas as ramificações do ódio. O mundo precisa, com urgência, de pessoas que saibam amar, mesmo quando visitadas pelo ódio alheio. Pois, amar é viver. Bênçãos! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraços!

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