Há sete meses vivendo em meio à natureza, Doris Peteffi Guerra conta por que largou a vida na cidade - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Sociedade17/04/2020 | 17h58Atualizada em 20/04/2020 | 16h55

Há sete meses vivendo em meio à natureza, Doris Peteffi Guerra conta por que largou a vida na cidade

Atualmente, ela está morando no sítio da família, nos altos da Barragem do Faxinal, na Rota do Sol

Há sete meses vivendo em meio à natureza, Doris Peteffi Guerra conta por que largou a vida na cidade Juliano Vicenzi/Divulgação
Foto: Juliano Vicenzi / Divulgação

Nos últimos tempos, Doris Peteffi Guerra tem acordado entre sons de pássaros. Olhando pela janela, às vezes parece poder tocar as nuvens. Com a vida urbana em segundo plano, há sete meses ela está morando no sítio da família, nos altos da Barragem do Faxinal, na Rota do Sol.

– É uma paisagem divina, com água por todos os lados, muitos animais. Simplesmente amo a natureza, descobri que não sou da cidade. Gosto dessa sintonia com o arvoredo, os jardins. Estou amando esta experiência e não vou trocar por nada – revela.

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A nova opção de vida inclui plantar girassóis, colher feijão, tratar dos animais. E, claro, fazer uma das coisas que mais gosta, que é se dedicar à gastronomia. Filha de Octávio Peteffi e Regina Zandomeneghi Peteffi, da memorável Galeteria Peteffi, ela faz da cozinha um ambiente para exercitar um ritual de aromas e sabores.

– Cada dia é diferente, inédito em aromas, sabores e bom gosto. Cozinhar é como tecer um tapete de muitas cores. Vou aprimorando e testando receitas, me realizo muito culinária. Gosto de servir os amigos, de receber – conta Doris, cuja marca registrada desse métier é a La Peteffeta, receita derivada da tradicional maionese de frango servida na galeteria do pai, mas com novos ingredientes.

– Gosto do prazer do preparo com delicadeza, de quando o simples vira sofisticado – descreve, citando como tempero disso os almoços e jantares com o marido, Marcos Guerra, as filhas Melissa Guerra Simões, Alessandra Guerra Sehbe, os genros Rubens Simões Neto e Raphael Sehbe, respectivamente, e os netos Inácio, Olga e Omar.

– Amo os encontros familiares, o tempo de convívio com os amigos. Organizo reuniões com amigas e casais. Celebro isso. Sou uma geminiana intensa em tudo o que eu faço. Mas, claro, agora estamos em um momento de recolhimento – diz ela, cuja rotina diária inclui muitas leituras – as do momento são Gabriel García Márquez e Pablo Neruda.

Para Doris, os prazeres da vida também se expandem para a fotografia, filmes, música, artes. E, claro, às novas lidas de mulher do campo.

– Não tenho vergonha de nada. Vendi um campo de girassóis. Gosto de produzir e ter retorno. Me sinto uma empreendedora. Invento projetos e vou realizando. Agora mesmo planejo a locação de uma cabana aqui do sítio pelo Airbnb. 

É com estes prazeres que ela reverencia o viço da vida aos 65 anos.

– Não sou neurótica com nada, me alimento bem, danço, faço exercícios diários. Gosto de um bom vinho. Não consigo me sentir com mais de 50 anos. 

É com estas pitadas de sabedoria que Doris tem celebrado seu cotidiano:

– Creio que precisamos aprender a viver leve. Vejo poesia em tudo. 

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