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Opinião04/04/2020 | 08h00Atualizada em 04/04/2020 | 08h00

Frei Jaime: é necessário sair da ilha para ver a ilha

stamos fazendo uma experiência planetária de fragilidade

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! O sábado chega anunciando o final de semana... Acordar é o primeiro milagre do dia... Que possamos estar imbuídos de muita paz e de muito amor... Afinal, a vida é tão frágil e passageira, que não vale a pena perder tempo com insignificâncias... Estamos fazendo uma experiência planetária de fragilidade... Tomara que o essencial seja redescoberto e que a solidariedade entrelace culturas e nações! Feliz sábado! 

"É necessário sair da ilha para ver a ilha. Não nos vemos se não saímos de nós." (José Saramago). 

A existência é uma construção que desconhece fim. Os dons não se repetem, cada qual é especial em alguma coisa. É maravilhoso contemplar a obra da criação. Todos são humanos, mas todos simplesmente são únicos. Em cada criança que nasce, nada é repetido, apenas alguns traços, por causa da genética, mas é uma criatura totalmente nova que chega ao mundo. Não é por nada que a vida humana é uma obra prima, plenitude de todas as criaturas, dotada de inteligência e de capacidades, que aguardam para serem desenvolvidas. A maior parte da humanidade está praticamente ilhada pelo materialismo, pelo individualismo e pela ânsia de acumular sempre mais algumas coisas desnecessárias. Porém, num determinado momento é necessário sair da ilha, mesmo que seja a nado, para alcançar outras paisagens e poder olhar para a ilha, de longe, reconhecê-la, redescobri-la, a partir de outros ângulos e contemplar a sua beleza inigualável. 

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Alguns resistem sair do seu mundo, da sua ilha, por comodismo ou por autossuficiência. Porém, cedo ou tarde, a chegada da maturidade praticamente exige a construção do êxodo, isto é, de uma saída, de um caminho que leve a outros horizontes, onde a vida possa ser avaliada, adequada e aperfeiçoada. Se não há uma firme decisão de sair da ilha, corre-se o risco de não enxergar a própria existência e aprimorá-la, para que alcance o ideal. Quem opta por fechar-se sobre si mesmo, aos poucos, vai perdendo o brilho e a alegria de passar por este mundo e deixar pegadas de esperança. O egocentrismo já adoeceu muitas pessoas e levou à solidão. Ninguém é melhor do que ninguém, por isso necessita de retoques, de auto avaliação e de acréscimos contínuos. Vale a pena sair da ilha e, à distância, olhar a trajetória percorrida, as experiências vivenciadas, as vitórias conquistadas e, também, as derrotas amargadas. Quem aceita sair da ilha retorna, depois, com outro vigor e renovado entusiasmo. Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço! 

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