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Opinião08/04/2020 | 08h15Atualizada em 08/04/2020 | 08h15

Frei Jaime: é impossível ter controle do universo

A humanidade está navegando no enorme mar da vida

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! A claridade chega aos poucos... Estamos na Quarta-Feira Santa... Uma semana plena de simbologia, repleta de espiritualidade... No condenação de Jesus, colocamos os nossos sofrimentos e as nossas esperanças... Ele deu a vida por nós! Carregou nossos pecados! Renovemos nossas forças... Intensifiquemos nossa esperança... Abençoado dia! 

"Velejar não é, portanto, sobre o vento, mas, sim, sobre o velejador." 

A humanidade está navegando no enorme mar da vida. Um vento contrário obrigou que todos os barcos ancorassem, por um tempo. Cada qual está administrando as consequências e o impacto de deixar o barco atracado. O vento forte, talvez seja melhor dizer o vendaval, foge do controle. Mas o segredo está no velejador. Acostumado, até então, com um ritmo aceito por todos, o velejador foi obrigado a dar uma guinada e ficar parado, protegido, isolado, esperando o forte vento cessar. 

Em alguns lugares do planeta, as notícias dão conta de que o vento já se aproxima da calmaria. Onde havia temporal, o sol, aos poucos, volta a brilhar. O mar não deveria ter se agitado tanto e de forma tão repentina. Mas é impossível ter controle do universo.  

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A fragilidade humana nunca havia sido provada tão profundamente. É interessante perceber que uma régua colocou todos, dos diferentes recantos do mundo, num mesmo patamar. O problema está no velejador. Como cada um está respondendo às incertezas e ao medo? Somente os ventos fortes edificam os melhores marinheiros. O momento, então, é de aprendizado. Distantes do medo e da insegurança, a vida se fortalece e a experiência abre as cortinas da maturidade. 

Cada qual, na condição de velejador, é convidado a reestruturar suas emoções, controlar a ansiedade e rever os níveis da humildade. Um novo ser humano está sendo gestado. Afastados da agitação, a vida se faz reflexão. As emoções são outras e a saudade alcança o ápice. De nada adianta lamentar e reclamar da velocidade do vento. Quanto mais o coração permanecer na quietude, melhor será o ressurgimento. É assim com o mar: depois da ressaca, ele, aos poucos, se refaz e volta a ser infinito e encantador. O momento é do velejador: é imprescindível que ele seja convicto, sereno e que consiga ampliar a sua espiritualidade, para expulsar o egoísmo e saudar a solidariedade. 

Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!   

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