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Opinião20/03/2020 | 17h54Atualizada em 20/03/2020 | 17h54

Nivaldo Pereira: um divisor de águas

Há tempos, por causa dessa grande conjunção, os astrólogos apontam 2020 como um ano de mudanças fundamentais, e até radicais

Nivaldo Pereira: um divisor de águas Luan Zuchi/
Foto: Luan Zuchi
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

Enfim, chegou o ano novo astrológico. A entrada do Sol no signo de Áries, à 0h50min do dia 20, além de dar início ao nosso outono, apresentou a configuração celeste que será a tônica desse novo ciclo solar anual. Esse céu do instante do Equinócio de Áries, como já comentado aqui em outro texto, destaca uma rara concentração planetária – Marte, Júpiter, Saturno e Plutão – no signo de Capricórnio, que evidencia as estruturas econômicas e políticas em nível coletivo. Há tempos, por causa dessa grande conjunção, os astrólogos apontam 2020 como um ano de mudanças fundamentais, e até radicais, na geopolítica mundial, entre crises, tensões e convulsões que costumam marcar ciclos históricos. Ou seja, este não deve ser apenas mais um ano no calendário, mas um divisor de águas.

Outro dado do mapa do ano confirma essa condição de limiar para 2020. O regente de Capricórnio, Saturno, está no limite final do signo, pronto para mudar de faixa zodiacal e entrar em Aquário – o que já ocorre neste domingo, à 0h59min. Concretiza-se a transição, quase sempre turbulenta, entre a vibração saturnina em Capricórnio – signo de terra, ligado a governo e conservadorismo – e a vibração do planeta em Aquário – signo de ar, associado ao social, ao alternativo e à ciência. Em seu movimento, durante boa parte do ano, Saturno estará em tensão com o outro regente de Aquário, Urano, reforçando o embate entre passado e futuro, entre restrição e liberdade.

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Saturno voltará a Capricórnio em julho, em movimento retrógrado, até retornar definitivamente a Aquário, em dezembro, seguido por Júpiter. Esse encontro dos gigantes do céu é outro fator de mudança de paradigma dos temas coletivos. A conjunção próxima em Aquário começará um ciclo de cerca de 200 anos de encontros sucessivos em signos de ar, encerrando igual período de tempo de conjunções em signos de terra. Isso indica que estamos saindo de uma era em que predominaram temas terrenos como riqueza material e soberania da economia para entrar noutra era mais centrada no humano – nem que seja por necessidade maior de sobrevivência. Aliás, a crise mundial atual, gerada pela pandemia do coronavírus, já ilustra bem a tensão entre as cristalizadas leis do mercado e os imperativos do bem-estar social.

Na projeção desse céu mais especificamente para o Brasil, eis que o já enfatizado Capricórnio fica ainda mais potente entre nós, por figurar no horizonte, como signo ascendente local. A pesada conjunção capitaneada por Saturno (cujo metal é o chumbo) estará em nossa linha de frente. Seu efeito já é visível nas ameaças de controle autoritário (e sobram insanos anseios por novos anos de chumbo), mas pode se manifestar também como um transformador choque de realidade contra o desvario gerado pela messiânica oposição de Netuno, em Peixes, ao Sol virginiano do Brasil. Afinal, o quanto pode durar na real a estupidez de querer ver o futuro repetir o pior do passado?

Na mesma direção, a passagem de Urano sobre a posição de Saturno no mapa do Brasil, em Touro, deve reforçar os conflitos entre os rumos do futuro e do progresso e os nossos mais arraigados atrasos. Neste ano, já não haverá como negar o paradoxal e sombrio ranço autoritário desse mesmo país que se diz tolerante e amante da liberdade. Encarar isso de frente já será um grande passo. Pois é hora de um país com ascendente em Aquário fazer jus a sua narrativa de país do futuro.

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