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Opinião16/03/2020 | 08h19Atualizada em 16/03/2020 | 08h19

Frei Jaime: é tempo de reacender crenças e reavivar a fé

Em pouco tempo, o mundo deu uma reviravolta, o medo tem se sobressaído, nos diferentes recantos do planeta

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Amanhece um novo dia e uma nova semana... Estamos iniciando a segunda quinzena de março... Renovemos em nós a esperança e a confiança em dias melhores... No lugar do medo, coloquemos a fé... Só a fé é capaz de nos manter de pé! Feliz semana! Vamos que vamos!

"Não era de água a sua sede. Queria palavras. Não dessas de uso e abuso, mas palavras tenras como o capim depois da chuva. Essas de reacender crenças." (Mia Couto)

O ser humano sempre teve outras sedes, para além da necessidade de água. No mais profundo do ser, borbulham indagações, perguntas, questionamentos, sonhos e sentimentos. As palavras não são suficientes para explicitar o que vai na alma. A racionalidade sempre ocupou lugar de destaque, quando se tratava de buscar o significado. Os tempos são outros, o sentir é tão intenso que é preciso muito mais do que palavras, quem sabe versos e melodias, em forma de canções, para reanimar a existência e dar um novo rumo à história. Se não houver outra forma de expressar, que as palavras, então, sejam tenras como o capim depois da chuva.

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A humanidade anda sedenta de profundidade e de conteúdo. Em pouco tempo, o mundo deu uma reviravolta, o medo tem se sobressaído, nos diferentes recantos do planeta. O aprendizado mais consistente não acontece em meio aos risos e gargalhadas. As lágrimas têm o poder de fazer o coração refletir. Está sendo comprovado, por unanimidade, que só aprende bem que passa pela dor. Muitos vivem o drama da fome de alimento físico. Mas nunca foi tão visível o drama da insegurança e da incerteza, por causa de um vírus, que teimosamente se alastra. Esse momento não é em vão, a fragilidade está ensinando que todos se parecem com um sopro, um instante qualquer. Ainda bem que a existência física não resume a história pessoal e coletiva. A sede de amor e de vida plena ressurge do meio das cinzas, para conclamar a humanidade para outros valores, os mesmos que sempre dignificaram o ser humano.

É tempo de reacender crenças e reavivar a fé. Assim como a chuva refaz a erva seca, da mesma forma a espiritualidade alcança conteúdo à esperança e alegria ao coração. Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!

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