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Música20/03/2020 | 15h27Atualizada em 20/03/2020 | 15h33

Caxienses que vivem na Europa, Fher Costa e Dullia tocarão no Nós Todo Mundo Festival 

Eles falam da situação nos países onde moram, França e Portugal

Caxienses que vivem na Europa, Fher Costa e Dullia tocarão no Nós Todo Mundo Festival  Divulgação/
Fher Costa perdeu três meses de trabalho em função da pandemia Foto: Divulgação

O Nós Todo Mundo Festival, iniciativa caxiense que vai promover quase 30 shows via Instagram neste sábado e domingo, será oportunidade para os caxienses reverem dois artistas da cidade que já estão há alguns anos longe da terrinha. Nestes tempos de pandemia de coronavírus pelo mundo, a Europa se tornou epicentro da covid-19 e, por isso, tanto o guitarrista e vocalista Fher Costa, que mora na França, quanto a cantora e compositora Dullia (nome artístico de Vic Limberger), moradora de Portugal, vivem momentos de incerteza isolados em casa.

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Fher Costa — conhecido por ter integrado uma das bandas mais queridas das noites noventistas da Serra, a Lucille Band — é morador de Bozel, pequena comunidade turística, que fica a duas horas de Lyon, quase na fronteira com a Itália. A cidade é famosa por comportar estações de esqui e, justamente de dezembro a abril, vive seu período de alta temporada. Tudo mudou desde a semana passada, quando todas as atividades foram suspensas por lá.

— Estamos passando por tudo isso que o planeta está passando, todos desde sábado (dia 14) sem sair de casa. Só tem polícia na rua, aqui era uma área onde muita gente transita, estou entre Geneva, Lyon e Milão, muito próximo deste foco forte do vírus. Mas, para nós, teve poucos casos. Soube de algumas pessoas que trabalhavam em chalés daqui, que estão com o vírus, mas são jovens. Até agora, não tivemos nenhuma morte aqui — contou o músico, que vive com a esposa, inglesa, e duas filhas.

O mesmo momento de isolamento vive a jovem cantora Dullia. Ela mora em Lisboa desde julho do ano passado e foi liberada do trabalho ainda no dia 13.

— Aqui a situação está sendo tratada como guerra, está tudo fechado, só farmácias e mercados que abrem. Desde ontem (quarta), entramos em estado de emergência. Agora, é obrigatório, não podemos sair de casa, precisamos evitar ao máximo o contato com outras pessoas. A situação é bem difícil, os números subiram muito. Mas estamos em casa e se cuidando, e sem previsão de sair por enquanto — relatou.

Vic Limberger - Dullia
Dullia está em casa, em Lisboa, desde a sexta (13)Foto: Luís Henrique Bisol / Divulgação

Para ambos, a internet acabou se tornando uma aliada ainda mais importante neste período de confinamento. No caso de Fher, o fechamento das estações de esqui impactou diretamente na sua fonte de renda principal: os shows. Desde dezembro, ele vinha se apresentando de seis a nove vezes por semana. Com os cancelamentos da epidemia, pelo menos três meses de trabalho estão perdidos.

— A partir de agora, é internet. Os artistas têm que continuar dando vazão e contribuindo também neste momento em que está todo mundo atordoado com as mudanças. Tenho 50 anos, comecei minha carreira sem computador nem nada, agora é diferente, dá para a gente se conectar de outra forma. Antigamente, se isso tivesse acontecido, o artista estava morto, né? — reflete Fher.  

Dullia é de uma geração mais nova — tem 22 anos — e seu trabalho é diretamente ligado às plataformas digitais desde o início da carreira. Uma de suas conquistas mais recentes, por exemplo, foi ter uma de suas músicas autorais integrando duas playlists nacionais do Spotify em Portugal. Conectados pela terra natal, pela paixão à música e pela esperança por dias melhores, Fher e Dullia prometem participar do festival com repertórios que se alinhem a esse clima. Imagine, de John Lennon, é uma certeza no show de Fher. Enquanto Dullia ainda estuda algumas faixas levando em conta que...  

— É hora de lembrar de se dar as mãos e que somos todos um — diz a jovem cantora e compositora.

Programe-se
O quê: Nós Todo Mundo Festival.
Quando: neste sábado, das 13h às 20h; e neste domingo, das 14h às 20h.
Onde: acompanhe pelo Instagram do festival (@nostodomundofestival), que vai direcionar para o Instagram de cada artista, onde serão transmitidos os shows.
Quanto: gratuito.

Line-up
Sábado
13h – Fher Costa (Bozel 17h*)
13h30 – Albert Jones (Méribel 17h30*)
14h – Jacques Maciel
14h30 – Fran Duarte
15h – Hard Blues Trio
15h30 – Bandanna Blues (Tolouse 19h30*)
16h – Alamo Leal
16h30 – Karina Comin
17h – Zia Leme
17h30 – Nanda Moura
18h – The Robert's
18h30 – Paola & Johnatan
19h – Rhay Santos
19h30 – Tati Bueno
20h – Nico Smoljan
Domingo
14h – Dullia (Lisboa 17h*)
14h30 – Camila Gobbi
15h – Chana
15h30 – Arlindo Maciel
16h – E-Sonic
16h30 - Chris Gill (Jackson 14h30*)
17h – Henrique Zattera
17h30 - Tita Garcia
18h - Ivan Mariz
18h30 – Cris Crochemore (Houston 16h30*)
19h – Luciano Leães
19h30 – Arthur Randon
20h – Gallie (Sidney 10h de segunda*)
* horário local de onde o artista vai se apresentar 

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