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Opinião14/02/2020 | 16h46Atualizada em 14/02/2020 | 21h39

Pedro Guerra: procura-se um amor

Eu também não quero um "felizes para sempre", mas seria bem legal um "felizes por enquanto"

Pedro Guerra: procura-se um amor Antonio Giacomin/Divulgação
Foto: Antonio Giacomin / Divulgação

Talvez eu seja uma das pessoas mais inocentes que você vá conhecer. É sério, pode apostar. Fale qualquer coisa para mim: diga que duendes foram encontrados em Roraima, que o Mc Donald’s faliu porque os alienígenas assumiram a direção ou que açaí é feito com suco de tomate que eu vou acreditar. Não sei dizer ao certo de onde veio essa tendência (e tenho certeza de que alguns devem confundi-la com burrice), mas eu acho que a culpa mesmo é da Disney.

Sabe como é, eu cresci mergulhado em um mundo onde princesas e príncipes têm um destino selado e ali na frente eles vão se encontrar (ok, depois de alguns perrengues). Quem sabe isso tenha me afetado mais do que o necessário, e a Disney não estava preocupada nem um pouco com a minha sanidade emocional. Não, eu não espero nenhum cavalo branco (talvez um conversível branco... brincadeira), porém me dói acreditar que as coisas não sejam exatamente como fomos educados a acreditar. A verdade é que existem mais bruxas más e vilões do que pensamos que existiriam, e o amor talvez não seja tão simples assim.

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Lembro que quando eu estava no processo de mudança para morar sozinho, minha mãe teve uma preocupação a mais: ela queria que eu encontrasse um amor para não me sentir tão só. E veja bem, desculpa, mãe... Não deu. Até cogitei colocar um anúncio nos classificados, mas acho que pegaria meio mal. Pensa só: procura-se um amor!

Que desespero.

Então eu sigo aqui, nessa eterna e diária batalha de (tentar) entender que tudo é um pouco mais complicado e nem sempre começa com “era uma vez”. Eu também não quero um “felizes para sempre”, mas seria bem legal um “felizes por enquanto”, mesmo sabendo que a felicidade começa no singular. Aos poucos a gente aprende que a vida é feita de construções e demolições: eu precisei acreditar nos contos de fada para agora ressignificá-los. E me desculpem aí, mas eu ainda acredito que existe uma história só nossa, pronta para ser vivida, e que ela é linda e se esconde na próxima esquina.

Talvez a culpa de acreditar nisso seja dos meus pais, enfim, já que eles estão casados há mais de 35 anos (qual é, isso já está mais extinto atualmente do que alguma espécie de algum animal que eu não sei bem qual é). Mas se a culpa for realmente deles, por me darem um exemplo de que o amor existe e pode durar, essa vai ser para sempre a culpa mais bonita que eu já vivi.

Spoiler: talvez eu acabe adotando um cachorro.

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