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Sociedade28/02/2020 | 17h22Atualizada em 28/02/2020 | 17h22

Mineira, Ronya Souto fala sobre a vida em Caxias e do gosto pela arte, cultivado desde a infância

A advogada integra a Comissão Social da Festa da Uva e a vice-presidência da Confraria das Artes da Serra Gaúcha, a Confrartes

Mineira, Ronya Souto fala sobre a vida em Caxias e do gosto pela arte, cultivado desde a infância Fabio Grisson/Divulgação
Foto: Fabio Grisson / Divulgação

Num belo dia, quando o salto quebra, você decide rever escolhas e a vida toma outros rumos. Foi assim com Ronya Souto. Nascida em Unaí, em Minas Gerais, e formada em Direito pela Universidade Federal de Uberlândia, ela vivia em Brasília e trabalhava em um importante escritório quando teve o contratempo com o calçado. Nesse dia, circulou pelos tribunais de tailleur e rasteirinha e decidiu fazer seu mestrado no Sul.

Então, veio para a Unisinos, em São Leopoldo, fez sua formação, trabalhou com o renomado juiz Milton Bueno de Carvalho, casou-se com o médico Charles Dallegrave, e teve as filhas Alice e Elisa, tornando-se uma caxiense há 19 anos.

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– Aqui encontrei amigos. A gente se sente parte da cultura de um lugar quando ele te acolhe – diz ela que, aos 43 anos, integra a Comissão Social da Festa da Uva e a vice-presidência da Confraria das Artes da Serra Gaúcha, a Confrartes.

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Toalha da bordadeira mineira Maria Gaia em ponto cruz e crochêFoto: Fabio Grisson / Divulgação

Segundo Ronya, a intenção da Confrartes é movimentar a cidade para o debate sobre a arte, gosto cultivado por ela em uma típica família de fazendeiros mineiros da mãe, Lindalva de Brito, e do pai, Antonio Souto.

– A história de Minas está ligada à história da arte brasileira. Além do Barroco Mineiro, temos a arte popular e o contemporâneo de um Amilcar de Castro. A arte nos desperta para o intangível, aquilo que nos emociona – analisa, sentada em uma Poltrona Mole, peça ícone do design brasileiro criada por Sergio Rodrigues, com uma pintura do caxiense Sergio Lopes ao fundo (foto ao lado). 

O gosto pela arte vem da certeza que a cultura contribui para a cidadania.

– Gostaria de viver num país em que a juventude tenha acesso à educação de qualidade. As pessoas precisam ter dignidade e ainda vivemos em uma nação que não possibilita isso – diz ela, que foi professora de Direito na PUC, Ulbra e FSG, e aluna do curso de Design na UCS.

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Alô, alô: rádio vintage herdado do avô Ricardo BasilioFoto: Fabio Grisson / Divulgação

No dia a dia, Ronya preza a vida familiar, seu grande enlevo.

– Sou uma pessoa feliz com meu marido e minhas filhas. Como boa mineira, cultivo o hábito de um café da manhã em família aos domingos – revela.

O refinamento da simplicidade e da vida com arte a mobilizam para um novo desafio: em breve abre um espaço de artesanato e design autoral em parceria com a presidente da Confrartes, Fabiana Cemin Venturin.

– Nada mais contemporâneo do que o feito à mão - diz.

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Paixão por louças: aparelho de café da avó Geralda PedritoFoto: Fabio Grisson / Divulgação
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Black amour de herança materna, estilo veneziano, do século 17Foto: Fabio Grisson / Divulgação

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