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Opinião12/02/2020 | 05h21Atualizada em 12/02/2020 | 05h21

Frei Jaime: viver é completar-se, sem deixar espaços vazios, sempre atentos à plenitude

A busca por ser completo é contínua e, ao mesmo tempo, exigente

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Acordando sem muita pressa, mas mirando o relógio... O amanhecer é sempre convite à ação... Que a gratidão seja a primeira oração... Estar vivo é uma prece, com um conteúdo incrível... Feliz quarta-feira!

"Tudo nos falta quando estamos em falta com nós mesmos." (Goethe)

A busca por ser completo é contínua e, ao mesmo tempo, exigente. Viver é completar-se, sem deixar espaços vazios, sempre atentos à plenitude. Sentir-se inacabado é um ato de humildade, que favorece e provoca a busca pela complementariedade. A humildade é o ponto de partida para visualizar e sentir o que necessita ser agregado e retocado. Uma pessoa orgulhosa, mesmo que tenha muito para crescer como ser humano, dificilmente reconhecerá que precisa de acréscimos e de ajustes. O orgulho cega e inibe o reconhecimento das próprias fraquezas.

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É elevado o número de pessoas que se escondem atrás da autossuficiência, unicamente para garantir a aparência. Torna-se difícil entender os reais motivos para não aceitar a condição de humildade. Ser rico ou ser pobre, é muito relativo, quando a pessoa descobre qual é realmente o valor da existência. Algumas coisas materiais alcançam os itens necessários para garantir a dignidade. Ter mais do que o necessário é um risco, pois o ego pode inflar e desconhecer o caminho de retorno ao estado normal. Uma leitura minuciosa da própria vida pode ajudar a entender alguns contextos.

Quando a pessoa está em falta consigo mesmo, naturalmente sentirá falta de tudo. Não faltar consigo mesmo é proporcionar à existência paz, equilíbrio, gratidão, ética e muito amor. Não são poucos os que se descuidam, maltratando o próprio ‘eu’, fragilizando a esperança, descartando os sonhos. É comum encontrar pessoas até bem vestidas, de boa aparência, mas com o coração esfarrapado e com a afetividade estraçalhada. O ponto de partida, para não deixar a vulnerabilidade desequilibrar o sonho de uma vida feliz, é não ficar em falta consigo mesmo. Não são somente os outros que podem dar carinho e apoio. Ser afetivo consigo mesmo, tendo paciência com as limitações, não abrindo mão da consciência ética e possuindo clareza quanto ao propósito é o suficiente para vibrar e agradecer o eloquente dom da vida. Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!

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