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Opinião03/02/2020 | 08h36Atualizada em 03/02/2020 | 09h29

Frei Jaime: algumas vezes precisamos esquecer o que sentimos para lembrar o quanto valemos

Os sentimentos, com o tempo, se acomodam, mas o valor da vida necessita ser reafirmando continuamente

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Com alegria acolhemos o terceiro dia do mês de fevereiro... Que esta nova semana seja repleta de serenidade e paz... Hoje é dia de São Brás, dia da bênção da garganta! Por intercessão de São Brás, o Senhor nos livre de todos os males, principalmente dos males da garganta! Amém!... A garganta lembra a voz, as palavras... Que possamos usar a comunicação verbal para multiplicar o amor! Vamos que vamos!

"Algumas vezes precisamos esquecer o que sentimos, para nos lembrar o quanto valemos."

O ato de pensar, por muito tempo, definia a envergadura humana. Para ser considerado inteligente era necessário ter vasto conhecimento. Como tudo está em contínua evolução, o ser humano deixou de ser dividido em partes e passou a ser compreendido de forma mais ampla, como um todo maior. A inteligência intelectual foi, então, agregada a inteligência emocional e espiritual. Certamente, nos próximos tempos, outras dimensões serão descortinadas, pois a existência humana é simplesmente magnífica.

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A ciência, quando debruçada diante do ser humano, sente-se desafiada a descobrir o infinito, o insondável. A estética é inerente à pessoa, transbordando a beleza impar do existir. Mas o que mais imprime movimento e dinamismo são os sentimentos. Tudo o que passa pelos sentimentos de uma pessoa é por demais grandioso, ao ponto de inspirar sonhos e de desencadear um processo vital, onde a transcendência elimina a distância entre o céu e a terra. Mas nem sempre os sentimentos são obedientes, principalmente quando eles se tornam insistentes.

Não poucas vezes os sentimentos são capazes de relegar a um segundo plano o valor da vida. Ninguém deveria se desvalorizar. Por mais significativo que seja o motivo, a vida sempre está acima de tudo, ao ponto de não contemplar a quantificação material. Os sentimentos, com o tempo, se acomodam, mas o valor da vida necessita ser reafirmando continuamente. É difícil selecionar os sentimentos, para descartar aqueles que são negativamente instigantes. Quanta luta para não pensar e sentir o que não soma e nem contribui para a realização e a superação. Um dia, talvez, as pessoas terão a habilidade de sentir somente o bem, a partir do maior referencial existencial: o valor da vida. Vale a pena esquecer determinados sentimentos, para resgatar o enorme valor de ser portador do maravilhoso dom da vida. A cada instante é possível reinventar o ideal existencial, do qual emana o desejo ininterrupto de felicidade e de paz. o segredo é ordenar e qualificar os sentimentos.

Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!              

 
 
 

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