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Opinião03/01/2020 | 14h03

Nivaldo Pereira: ares de mudança

 2020 soa como um ano de virada, em que extremos e tensões conduzirão a novos valores em nível coletivo

Nivaldo Pereira: ares de mudança Luan Zuchi/
Foto: Luan Zuchi
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

Seguimos investigando a qualidade do ano de 2020 a partir dos ciclos planetários em curso. Além da já comentada conjunção tripla entre Júpiter, Saturno e Plutão em Capricórnio – com suas repercussões críticas e duradouras nas estruturas produtivas e de poder –, neste ano também ocorrerá o alinhamento exato de Júpiter e Saturno no signo de Aquário, em dezembro, mudando o foco das temáticas mundiais e abrindo uma nova era, mais centrada no social. Também por isso, 2020 soa como um ano de virada, em que extremos e tensões conduzirão a novos valores em nível coletivo.

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As conjunções exatas entre os dois gigantes do céu se dão a cada 20 anos, mas a do final de 2020 será diferente pela potência de mudança do paradigma coletivo. Na astrologia, esse fenômeno é chamado de Grande Mutação, que encerra cerca de dois séculos de sucessivos encontros de Júpiter e Saturno em signos do mesmo elemento – terra, no caso atual, voltado ao plano material e em vigor desde 1842 – e inaugura um período de tempo equivalente em outro elemento – agora em signos de ar, relacionados aos temas humanos e sociais, indo até 2159. Em síntese: será a passagem de uma era essencialmente materialista para outra de tom mais humanista.

Desde a antiguidade, as relações entre os movimentos de Júpiter e Saturno demarcam a vigência de amplos ciclos de tempo. Suas conjunções sempre coincidem com o nascedouro de sistemas econômicos, políticos e sociais, além de religiões e tendências psicológicas nas massas. Saturno e Júpiter, na mitologia, eram pai e filho, respectivamente, sendo que o filho destronou o tirânico pai e assumiu o poder. A sucessão entre governos e a natural passagem do antigo para o novo costumam definir a relação desses astros. A última conjunção em Aquário, como a que ocorrerá em 2020, deu-se no ano de 1405, em plena efervescência do Renascimento, pondo fim à Idade Média e resgatando a liberdade do homem dos grilhões da religião. Gutenberg logo anunciaria a máquina de impressão e mudaria a história para sempre.

A conjunção ainda vigente, cujo efeito chega ao fim, ocorreu em Touro, no ano 2000, reafirmando a valorização da economia e dos bens materiais como eixo central da moderna sociedade capitalista. Crescer a qualquer preço virou condição de existência, destacando temas taurinos como bancos, produção agrícola, estabilidade e posses. Mas tudo muda. Como lembra o astrólogo Stephen Arroyo, os primeiros dez anos do ciclo costumam ser de expansão e experimentos, seguidos de igual tempo de retração e ajustes. O clima de crise e instabilidade que envolve o sistema capitalista hoje tende a se acentuar neste ano, até mesmo pela mudança que se anuncia com o novo ciclo em Aquário.

Como em toda troca de modelos diferentes de gestão, pode haver algum caos na travessia. A conjunção próxima estará em tensão com Urano, regente de Aquário, que atravessará Touro até 2026. Novos modelos produtivos e outras políticas sociais e ambientais deverão tentar sintonizar os rumos do capital às demandas sociais e ecológicas. Convém urgentemente haver outra relação entre a natureza (Touro) e a ciência (Urano e Aquário). O ciclo que se anuncia vem reforçar o princípio civilizador, pautado no homem e em seu contexto maior. Até isso dar frutos, conflitos e crises serão comuns. Mas é bom saber que os ventos do futuro, mais humanos, livres e justos, já movem nuvens e sonhos pelo céu.

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