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Opinião28/01/2020 | 06h15Atualizada em 28/01/2020 | 06h15

Frei Jaime: conviver não é uma obrigação, mas um privilégio

A amizade vai se intensificando com a convivência

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Acordando sem muita pressa, mas com a consciência de que não dá para ficar na cama... É importante repassar o que nos aguarda neste novo dia e ordenar as prioridades! Não convém pedir menos atividades, melhor pedir força e luz... Deus no controle! Vamos lá! 

"São poucos os que nos conhecem de verdade, são tantos aqueles que pensam conhecer, julgando-nos por aquilo que eles decidem ver." (Wandy Luz). 

A convivência é fonte de infinitas alegrias. Conviver é permitir a circulação do amor, da entreajuda, da compreensão, do perdão e da paz. A amizade vai se intensificando com a convivência; o amor se fortalece a cada encontro. Conviver não é uma obrigação, mas um privilégio, que faz brotar gratidão. A harmonia, quando inspira o relacionamento dentro e fora de casa, permite o surgimento de laços que ultrapassam os tempos e remetem à eternidade. Saber relacionar-se é um desejo pessoal, acompanhado de um contínuo aprendizado. É bem mais fácil delimitar o espaço e habitar o próprio universo, sem se importar com o que se passa no mundo. 

O individualismo rouba a sensibilidade e provoca a indiferença, criando verdadeiras crateras, onde o distanciamento assume proporções inimagináveis. Mas para conhecer de verdade uma pessoa é necessário partilhar diferentes momentos, alegres ou tristes, e amargar algumas crises. Quando alguém pensa conhecer totalmente a outra pessoa, às vezes, é surpreendido com palavras ou atitudes que desmoronam o castelo da confiança. 

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O ato de julgar, além de ser perda de tempo, não condiz com corações que cultivam o bem. Se houvesse menos julgamentos e mais amor, o mundo teria outro cenário. Acontece que os outros acabam vendo o que eles decidiram ver e não o que a realidade apresenta. Se cada pessoa carrega consigo um mistério, não será com um rápido olhar que tudo será desvendado. 

Em alguns casos, a aparência está bem distante da essência. Conhecer de verdade é uma tarefa que conjuga muito tempo e enorme sintonia. Mas o que mais precisa ser lapidado é a tentação de emitir julgamento de tudo e de todos. São muitas as pessoas que afirmam ser verdade o que foi apenas uma impressão. O ato de julgar pode ferir a outra pessoa, mas, ao mesmo tempo, pode estar revelando traços da fragilidade daquele que emitiu o julgamento. Então, ao invés de julgar é melhor amar. 

Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!

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