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Opinião25/01/2020 | 06h15Atualizada em 25/01/2020 | 06h15

Frei Jaime: a sociedade continua apresentando padrões, a partir da estética, da ostentação

A bússola, em outros tempos, sempre deu o norte para as pessoas que andavam por caminhos desconhecidos

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Amanhece o último sábado do mês de janeiro... É sempre muito bom viver tudo o que o sábado oferece... A vida necessita de celebração e de intervalos de leveza... Feliz sábado, em família e com os amigos! 

"Eu posso estar sozinho, mas eu sei muito bem aonde estou." 

A bússola, em outros tempos, sempre deu o norte para as pessoas que andavam por caminhos desconhecidos. Os avanços tecnológicos, hoje, auxiliam, através de muitos meios e ferramentas, a localização geográfica e temporal. De fato, o mundo virtual vem surpreendendo, a cada dia, através da oferta de inúmeras possibilidades, que facilitam a vivência e eliminam muitas dificuldades. No entanto, as buscas humanas são mais profundas e exigentes. A humanização é um processo que está cada vez mais presente em todas as dimensões. As coisas materiais e o acesso aos diferentes meios não suficientes para garantir uma vida repleta de sentido. A sociedade continua apresentando padrões, a partir da estética, da aparência e da ostentação. Mas o coração humano continua insatisfeito e desejoso de paz. 

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A grande maioria aceita qualquer coisa, se conforma com a  superficialidade e vai em frente. Porém, uma parcela considerável quer ter clareza do próprio propósito. Cresce o número de pessoas que prefere estar sozinhas, contanto que tenham ciência do lugar em que se encontram. Por outro lado, as pessoas que não aceitam ficar sozinhas, nem sempre acertam as peças e os arranjos da convivência. É de conhecimento prático que a solidão radical não faz bem a ninguém, pois o ser humano é essencialmente sociável. 

Muitos estão acompanhados, mas preferiam estar sozinhos, para viver a serenidade, que se faz presente quando a harmonia proporciona bem-estar. A consciência de si mesmo e a clareza quanto à identidade auxiliam para que o ato de existir não seja angustiante ou insignificante. Ninguém está onde está por mero acaso. Sentir-se confortável e realizado é uma questão de conquista e de intensa busca. Não vive bem quem está deslocado ou desencontrado, culpando unicamente os lugares pela insatisfação. Viver é uma construção repleta de detalhes. 

Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraços!

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