Nivaldo Pereira: outro ano intenso - Cultura e Tendência - Pioneiro

Versão mobile

 
 

Opinião27/12/2019 | 15h25Atualizada em 27/12/2019 | 15h25

Nivaldo Pereira: outro ano intenso

Há algum tempo, o tema mais discutido na astrologia tem sido a grande conjunção planetária que ocorrerá em 2020

Nivaldo Pereira: outro ano intenso Luan Zuchi/
Foto: Luan Zuchi
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

Foi-se 2019, lá vem 2020! Como será o ano novo? Meteorologistas do simbólico, os astrólogos tentam traduzir os sinais celestes para esboçar um clima terrestre, sujeitos a erros e acertos como todo intérprete de tendências. E que clima se anuncia? Vamos chamá-lo de realista, restritivo e algo radical, mas transformador. Preparemo-nos para mais um ano denso e intenso. Há algum tempo, o tema mais discutido na astrologia tem sido a grande conjunção planetária que ocorrerá em 2020, alinhando Júpiter, Saturno e Plutão no signo de Capricórnio. Fim de uma era?

Leia mais
Nivaldo Pereira: natal de astronauta
Nivaldo Pereira: em busca do sentido

Trata-se de um raro encontro triplo entre astros associados às macrotendências. A última vez em que ocorreu foi no século 12, coincidindo com a Segunda Cruzada, uma guerra santa vertida em sangrento confronto entre reinos cristãos europeus e reinos muçulmanos do Oriente. Invasões e colisões culturais marcaram a mesma configuração astrológica em épocas anteriores, sempre com definitivas consequências históricas.

No contexto atual, por a conjunção ocorrer em Capricórnio – signo associado ao poder e às estruturas econômicas e políticas –, tudo converge para crises capazes de abalar, a longo prazo, o sistema produtivo vigente. Capricórnio e seu regente, Saturno, valorizam os limites e as tradições. Diante de instabilidades, adotam um tom conservador e mais controle. A presença de Júpiter e Plutão no signo potencializa o aspecto repressor do poder, mas, por outro lado, também expõe seus desajustes e fragilidades, abalando hierarquias e gerando novos arranjos.

A tripla conjunção em 2020 tanto pode sinalizar mudanças na geopolítica mundial e nos blocos econômicos quanto uma gigantesca revanche dos excluídos do capital. Pode significar a hora crucial de encarar a fatura relativa ao custo de sustentação do modelo de produção e governo. Isso envolve desde questões ambientais a temas como trabalho, justiça e segurança. Nada que já não venha se anunciando nos últimos anos, mas que poderá chegar a situações extremas. O efeito da conjunção é longo e transformador, não se resumirá a eventos pontuais de 2020.

Para a astrologia, a “cara” de cada ano se desenha no mapa do ingresso do Sol no signo de Áries, quando realmente começa o ano zodiacal – em 2020, dia 20 de março. O signo ascendente desse mapa, calculado para Brasília, é – veja só! – Capricórnio, onde também estará o belicoso Marte, a atiçar a tensão natural dos três planetas citados. Isso reforça o clima policialesco e tenso do ano. Contudo, Saturno, regente desse mapa, estará em confronto com Urano, planeta da ruptura e da rebelião. Saturno transitará brevemente por Aquário, signo de Urano, do final de março ao final de junho, acentuando ondas possíveis de contestação e enfrentamentos. Já em abril, será vez de Marte literalmente esquentar e radicalizar esse instável quadro social, que poderá ficar explosivo até o fim do ano.

Pela ênfase em Capricórnio, 2020 favorece ações disciplinadas e trabalho sério – sem vez para riscos e ilusões. Se mais dureza parece inevitável, isso pode atenuar a apatia coletiva de 2019. Talvez o longo torpor do trânsito de Netuno para o Sol do Brasil comece a dar espaço a fúrias sociais contidas e outras reações. No final do ano, Júpiter e Saturno ingressarão de vez em Aquário, enfatizando temas mais humanistas e pautados na liberdade e na cidadania (comento isso no próximo texto). Que a prudência e o bom senso capricornianos nos guiem em 2020.

Leia também
Tríssia Ordovás Sartori: Aprender a agradecer
Fique por dentro das comemorações de Réveillon ao ar livre nas cidades da Serra
Quer tranquilidade neste feriadão? Netflix oferece documentários cotados ao Oscar

 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros