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Opinião24/12/2019 | 12h00Atualizada em 24/12/2019 | 12h00

Frei Jaime: Natal não é quantidade, é intensidade

Viver é buscar, sem cessar, um propósito

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Véspera de Natal... Um dia de expectativa, de fé e de muitos votos e abraços... Uma festa espiritual necessita de momentos de espiritualidade... Que o Menino de Belém tenha acolhida e atenção, pois a festa é d’Ele e de todos os que não esquecem de amar! Feliz Natal! 

"O que alegra um coração humano é tão pouco, que parece quase nada. Ousem dar o quase nada." (Pe. Fábio de Melo). 

Viver é buscar, sem cessar, um propósito, que favoreça a alegria e a realização. O cotidiano está repleto de oportunidades, que desencadeiam felicidade. Não se trata de acesso às grandes coisas, mas de gratidão diante de pequenos sinais e gestos. O primeiro Natal não foi nada poético. Num espaço rústico, próprio para acolher animais que se reclinavam à noite, um humilde casal transforma, por uns instantes, em morada para o Filho de Deus. O Menino Deus chorou, como todas as crianças choram, mas d’Ele surgiu uma luz tão intensa, que a face da terra simplesmente se transformou. A noite se tornou dia, o vazio foi preenchido, a distância entre o céu e a terra foi eliminada. A promessa foi cumprida, o amor se fez humano, as melodias confirmaram a realização da esperança. Depois do primeiro Natal, a humanidade conheceu outro rumo, os ventos da incerteza tornaram-se brisa suave.

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A cada Natal, a essência continua a mesma, as lembranças se movimentam, as lágrimas expressam fortes emoções e a infância é lembrada com uma ternura sem igual. Por uns instantes, longe dos ruídos, o coração se preenche novamente daquela alegria, que brotava da simplicidade de pequenos presentes, de gestos transparentes, de olhares profundos e de encontros cheios de afeto. Os anos passam e o coração continua procurando por coisas simples, mas que sejam plenas de intensidade. 

A ousadia do amor não se faz visível no volume de um presente, mas na sinceridade de uma saudação e de um abraço, que remete a outros tempos, onde o quase nada inspirava uma profunda alegria, que acabava inundando os dias do novo ano. Na oferta do pouco, o Natal traz presente a mesma luminosidade, que transformou a história humana. Natal não é quantidade, é intensidade. Natal é partilha, é solidariedade, é espiritualidade, é família e amizades. Natal é o milagre do quase nada, que se torna suficiente. 

Feliz Natal! Bênçãos! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!    

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