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Opinião29/11/2019 | 17h20Atualizada em 29/11/2019 | 17h31

Tríssia Ordovás Sartori: Em busca da melhor versão

Pessoas gentis, que estimulam nossos sentidos e inspiram reciprocidade merecem nosso lado mais solar

Tríssia Ordovás Sartori: Em busca da melhor versão Fábio Panone Lopes/Especial
Pessoas gentis, que estimulam nossos sentidos e inspiram reciprocidade merecem nosso lado mais solar Foto: Fábio Panone Lopes / Especial
Tríssia Ordovás Sartori
Tríssia Ordovás Sartori

trissia.ordovas@pioneiro.com

Vocês repararam como as pessoas estão reclamando por estarem estressadas, cansadas, preocupadas e esgotadas? E como elas têm ficado doentes? E, pior, têm percebido o impacto disso no dia a dia e nas nossas relações pessoais? Tenho feito uma breve pesquisa com quase todo mundo com quem convivo, para tentar entender se esse desconforto coletivo é uma impressão equivocada minha ou se ganha eco fora dos meus ambientes e todos têm sinalizado de que é uma percepção bem comum. 

Pior do que esse estranhamento seria normalizar esse estado, achando que deve ser uma nova forma de (con)viver.

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Parece que a sentença proferida por Arthur Fleck, no filme Coringa, virou uma espécie de lema do cotidiano: “É impressão minha ou o mundo está ficando mais louco?”.

Não me lembro de ter visto tanta gente grosseira, agressiva e intolerante como atualmente. Basta algo não sair como o esperado para que os acontecimentos ganhem ares de pequena catástrofe: e isso vale para o colega estressadinho, para o vizinho que não cumprimenta no corredor, para os xingamentos em posts nas redes sociais e para os motoristas de aplicativo que não conseguem manter a calma no trânsito. São tempos de extremos — e bem difíceis. Haja paciência e empatia.

Talvez por isso eu esteja supervalorizando a gentileza, a leveza e a capacidade de achar graça das situações que fogem do controle. Pessoas que estimulam nossos sentidos, interessam-se pelo que falamos ou fazemos, olham nos olhos e inspiram reciprocidade merecem nosso lado mais solar. Acabam-se, vejam só, tornando-se um alento em meio a um clima tão pesado. Há que diga que os dias estejam mais complicados porque o ano está próximo do fim. Tomara que esse desconforto coletivo tenha data anunciada para terminar, então.

Enquanto a mudança no calendário não chega, eu festejo encontros reais e com boas vibrações, que também me fazem um favor: me aproximam do melhor de mim. A generosidade e a gratidão sempre surgem a partir dessas interações. Nelas, acionamos nossa melhor versão, que ajuda a seguir com leveza, em meio a dias tão cinzentos.


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