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Opinião31/10/2019 | 05h36Atualizada em 31/10/2019 | 05h36

Frei Jaime: uns chegam, outros vão. Nossa vida é com aqueles que ficam

Chegadas e partidas fazem parte da história de todos

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Amanhece o último dia do mês de outubro.... Teremos pela frente apenas dois meses ainda... O ano está passando num piscar de olhos... Sejamos agradecidos por tudo o que conseguimos realizar durante este décimo mês de 2019! Feliz quinta-feira! Muita luz!

"Uns chegam, outros vão. Nossa vida é com aqueles que ficam."

Chegadas e partidas fazem parte da história de todos. Presença e ausência necessitam ser assimiladas e compreendidas. O tempo é um aliado, que pode auxiliar na convivência e, também, na aceitação das lacunas que ficam, quando alguém deixa de estar presente fisicamente.

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Encontrar um novo jeito de sentir, guardando carinhosamente aquelas lembranças que eternizaram momentos e sentimentos, não é uma tarefa muito fácil, mas é possível e até necessária. Se uns chegam e outros vão, o segredo está na capacidade de valorizar aqueles que ficam. Por causa de sentidas ausências, muitas pessoas simplesmente deixam de viver ou vão apenas somando dias, aguardando o que a esperança não consegue alcançar. Aceitar ausências é um ato de coragem, que supõe profundo conhecimento do mistério da vida.

Aqueles que ficam não podem ser classificados como mais ou menos importantes. Eles ficaram para contribuir com a continuidade do viver. É muito importante não relativizar a presença de quem fica, pois cada pessoa é uma lição e uma inspiração. No final de tudo, a vida se entrelaça com aqueles que ficam e é convocada a se reinventar, independentemente da intensidade dos sentimentos.

Poucos sabem recomeçar uma história, inserindo novos atores e redesenhando outros cenários. No entanto, tendo ou não motivos, a vida precisa seguir em frente, mesmo que a memória insista em recordar que, um dia, outras partidas acontecerão. São muito importantes aqueles que permanecem, não só porque não foram, mas por possuírem uma missão que ainda não está concluída. Dar importância àqueles que permanecem é uma construção que coloca em movimento o amor e faz brotar sentimentos, que estavam adormecidos em algum recanto do coração. Lidar com a transitoriedade requer habilidades, que vão além da racionalidade para condensar os melhores sentimentos e dar continuidade à vida, que proporciona as mais diferentes experiências rumo à eternidade.

Bênção! Paz&Bem! Santa Alegria! Abraço!

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