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Opinião17/10/2019 | 06h00Atualizada em 17/10/2019 | 06h00

Frei Jaime: que essa quinta-feira abra aquelas portas necessárias

A acolhida é uma das atitudes mais sonoras e eloquentes

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Acordando lentamente... Os pensamentos são muitos e diversificados... Que esta quinta-feira abra aquelas portas que são necessárias para dar continuidade à vida... Vamos que vamos! Tudo dará certo! 

"Algo que nos torna iguais nas diferenças é nossa potencialidade em acolher o outro dentro de nós." (Marcia Capellano dos Santos). 

A acolhida é uma das atitudes mais sonoras e eloquentes, que os seres humanos podem construir, sem dispensar muito esforço. As pessoas deveriam ser naturalmente acolhedoras, desarmadas, leves e serenas. Oferecer ou utilizar um espaço físico para trocar algumas palavras e expor os respectivos pontos de vista, não é complexo. Porém, abrir o coração e permitir que a outra pessoa abandone o anonimato e passe a residir na interioridade é algo desejável, mas ainda distante. A migração do "eu" para o "nós" não é um processo muito fácil, uma vez que a cultura do individualismo, do pensar somente em si, foi amplamente aplaudida e difundida. 

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A hospitalidade é muito mais do que a formatação de espaços com opções materializadas, muitas vezes distantes de qualquer afetividade. Para que o outro seja dignamente acolhido é imprescindível ter consciência do valor da vida. Porque a outra pessoa é um dom inquestionável, a acolhida deixa de ser rotineira para tornar-se encanto e surpresa. Num mundo que enxerga e interpreta o desconhecido como uma ameaça, o caminho de humanização da hospitalidade ainda é longo e íngreme. Mas, algumas vozes já se levantam e fazem eco. 

A ciência também tem se debruçado em pesquisas que acenam para novos cenários. Um dia, não muito longe, será praticamente normal a mistura de raças, culturas, povos e, talvez, do sonho universal de fraternidade. As tendências não apontam para o fechamento, mas para a ampliação das trocas e das ajudas mútuas. Mas há um caminho a ser percorrido também na individualidade: saber e querer acolher o diferente, sem a pretensão de julgar ou mensurar os seus traços peculiares. Não basta, então, abrigar fisicamente, mas de amar o outro simplesmente por ser um humano. 

Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço! 

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