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Opinião27/09/2019 | 17h03

Pedro Guerra: desculpa, é que sou libriano

Mesmo sem querer, sempre que algo ruim acontecia, eu jogava a culpa no meu inferno astral sem nem ponderar

Pedro Guerra: desculpa, é que sou libriano Antonio Giacomin/Divulgação
Foto: Antonio Giacomin / Divulgação

As últimas semanas foram horríveis. Tudo aquilo que poderia acontecer de negativo aconteceu, problema atrás de problema, como se tudo tivesse resolvido esperar para se manifestar exatamente na mesma hora. 

Sim, é um mega drama. Nada de catastrófico ocorreu de fato, até porque tenho certeza de que a gente adora maximizar as pequenas tragédias do dia a dia – ainda mais quando elas vêm todas juntas. E foi isso que eu fiz: entrei nessa espiral das coisas ruins. 

E olha que eu nem precisei procurar uma explicação. No meio disso tudo, uma amiga fez questão de lembrar que eu estava no meu inferno astral. Sabe como é, o mês do signo anterior ao seu (no meu caso, Virgem) é conhecido como o inferno astral. Sim, um mês todinho dedicado para essas pequenas tragédias que, se somadas, viram uma enxaqueca simbólica que não pode ser remediada. 

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Automaticamente eu preferi ignorar a lembrança de que estava “naqueles dias” (sim, foi um trocadilho idiota). Sabia que se tomasse para mim a informação de que estava vivendo o meu inferno astral, era aí mesmo que eu me transformaria em um grande ímã capaz de atrair todas as coisas ruins. Uma desgraça se escorando na outra, convidando as decepções e os acidentes para embarcarem nessa todos juntos. Mas, bem... eu não pude evitar. Mesmo sem querer, sempre que algo ruim acontecia, eu jogava a culpa no meu inferno astral sem nem ponderar. 

Desculpa, é que eu sou libriano. 

Somos conhecidos pela nossa vontade incessante de querer estar bem com tudo e com todos (algo bem “a la” miss universo em busca da paz mundial). Então, quando algo dá errado sem que tenhamos previsto para assim adiantar uma solução, perdemos o eixo. E sendo Libra o signo da balança, estar fora de equilíbrio é equivalente a desespero infinito. 

Contei os dias para que o meu inferno astral chegasse ao fim. Adoro os Virginianos, mas eles hão de me desculpar – que tempinho difícil, hein? Setembro, que sempre foi um mês bem-vindo, agora se tornou sinônimo de ansiedade, e sei que não deveria ser assim. Afinal, reclamar nunca é uma boa opção. Vai que alguém inventa de me dizer que agora existem dois períodos de inferno astral?! Sei lá, algo semestral. Deus (ou que o universo) me livre! 

No fim das contas e das estrelas, o inferno mesmo somos nós e toda a nossa capacidade de rejeitar aquilo que é natural da vida: tempos ruins virão e irão. Estamos vivendo, simples assim. Mas que nessas horas eu gostaria de ser canceriano, ariano, capricorniano ou até mesmo pisciano (vou me arrepender de falar isso, certo), ô se gostaria...

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