Olinda Allessandrini toca Mozart e Chiquina Gonzaga, em concerto da Orquestra da UCS - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Música04/09/2019 | 17h02Atualizada em 04/09/2019 | 17h32

Olinda Allessandrini toca Mozart e Chiquina Gonzaga, em concerto da Orquestra da UCS

Quinta Sinfônica terá a presença da pianista caxiense e também do trombonista Paulo Ferreira como solistas da noite

Olinda Allessandrini toca Mozart e Chiquina Gonzaga, em concerto da Orquestra da UCS Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Olinda Allessandrini foi a primeira laureada da UCS, em 1966, e desde aquela época ainda mantém interesse e amor por estudar piano Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A caxiense Olinda Allessandrini fala como quem monta acordes, sorri como quem solfeja e observa como quem dribla o silêncio com arpejos. A realeza lhe cai bem, sobretudo atrás do piano. A pianista volta a Caxias para mais um concerto com a Orquestra Sinfônica da UCS (Osucs), hoje, às 20h30min, no UCS Teatro. A regência é do maestro Manfredo Schmiedt. Haverá ainda a presença do trombonista Paulo Ferreira, em um solo na Abertura para cordas e trombone Op. 76, Nº. 1, de Alan Hovhaness.

Olinda tem no currículo listas de participações em gravações, sendo dois CDs com a Osucs, turnês pela Alemanha, Áustria, Itália, Noruega, Estados Unidos, América do Sul, Brasil afora, e foi ainda quatro vezes indicada ao Prêmio Açorianos, tendo vencido em 1996. É citada no livro Arte do Piano, do ensaísta Sylvio Lago: "...de técnica apurada e dotada de fina imaginação e bom gosto, Olinda Allessandrini é uma das mais atraentes pianistas do repertório nacional".

Trombonista Paulo Ferreira, músico da Orquestra da UCS, será um dos solistas da Quinta Sinfônica de setembro de 2019.
O trombonista Paulo Ferreira fará o solo na "Abertura para cordas e trombone Op. 76, Nº. 1", de Alan Hovhaness.Foto: Pedro Giles / Divulgação

É ainda a solista com mais participações em concertos da Orquestra da UCS e da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.

— Eu nem saberia quantas vezes, mas é perder de vista — despista Olinda, que não esconde o segredo do seu sucesso como musicista, mas faz mistérios quanto à sua idade.

Olinda diz ter muito orgulho de apresentar-se com a Osucs.

— Eu fico realmente muito feliz quando me convidam, porque é um mérito muito grande da UCS manter a orquestra, é um grande exemplo para o país — defende.

O repertório desta noite tem a mão do maestro Manfredo Schmiedt combinado com o tempero da Olinda.

— Em geral, quem escolhe o repertório é o maestro. Foi escolhido o Concerto Nº 21, porque é uma espécie de ícone dentro da música do Mozart. É que o segundo movimento, Andante, é muito expressivo, lírico e poético e ficou muito conhecido pelo filme Elvira Madigan (filme sueco de 1967, dirigido por Bo Widerberg). E por isso, nessa época, muitas orquestras populares tocavam o tema Andante, e entendemos que é importante as pessoas se identificarem com a obra — observa.

O tempero da rainha Olinda veio com a sugestão de encerrar a Quinta Sinfônica com músicas da compositora Chiquinha Gonzaga, mais uma das representantes da realeza musical brasileira.

— Tenho feito um trabalho muito grande com a obra da Chiquinha e penso que ela merecia esse espaço. Eu faço um programa sozinha, em que até me visto com roupa de época, uma suíte com arranjos de Sandra Mohr, com oito peças da Chiquinha, e sugeri para que aproveitássemos nesse concerto — explica.

Olinda é graciosa, seja ao tocar, ou mesmo enquanto fala. Durante a entrevista, deixou escapar o segredo do seu sucesso. Além da simplicidade e da humildade, Olinda diz ser uma pianista que ama estudar, tanto quanto ama dar concertos em público.

— Eu desenvolvi uma técnica e uma habilidade pianística muito jovem ainda e que me serviu pro resto da vida. Eu abria mão de outras atividades para estudar piano, mas para mim não era um sacrifício. Para pisar em um palco tranquila, sabendo tudo que tu vais fazer, tem de ter estudado muito. Mas se estudar for um sacrifício, não vai valer a pena. Tem de se dedicar de coração ao estudo — revela Olinda, que foi laureada pela UCS, em 1966, ainda muito jovem.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 29/08/2019 - Ensaio da Orquestra da UCS, com a solista Olinda Alessandrini, pianista. Regência do maestro Manfredo Schmiedt. (Marcelo Casagrande/Agência RBS)
"Eu abria mão de outras atividades para estudar piano, mas para mim não era um sacrifício", revela Olinda Allessandrini.Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

AGENDE-SE
O quê:
Quinta Sinfônica, com Orquestra Sinfônica da UCS. Solistas: Olinda Allessandrini (piano) e Paulo Ferreira (trombone).
Quando: quinta-feira, 5 de setembro, às 20h30min.
Onde: UCS Teatro (Campus Central - Caxias)
Quanto: Ingressos a R$ 30 (plateia baixa), R$ 40 (balcão e mezanino) e R$ 50 (plateia). Idosos e estudantes pagam meia-entrada. Pontos de Venda: UCStore, na Galeria Universitária; na Pole Modas, em São Pelegrino; na Multisom, do Shopping Iguatemi; na Livraria do Maneco, no centro; e online no site da Blueticket.

PROGRAMA
Alan Hovhaness

Abertura para Cordas e trombone Op. 76, Nº. 1
Solista: Paulo Ferreira (trombone)

Ottorino Respighi
Trittico Botticelliano (Três Pinturas de Botticelli)
La Primavera (A Primavera)
L'Adorazione dei Magi (A adoração dos Reis Magos)
La nascita di Venere (O nascimento de Vênus)

Wolfgang Amadeus Mozart
Concerto para piano e orquestra Nº. 21 em Dó Maior K. 467
Allegro maestoso
Andante
Allegro vivace assai

Chiquinha Gonzaga/Arr.: Sandra Mohr
Sempre Chiquinha - Suíte para Piano e Orquestra
Lua Branca
Gaúcho
Bijou
Valsa Carlos Gomes
Plangente
Água do Vintém
Atraente
Viva o Carnaval

Solista: Olinda Allessandrini (piano)

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