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Opinião16/09/2019 | 10h08Atualizada em 16/09/2019 | 10h08

Frei Jaime: basta sentir o vento para compreender que a vida se faz brisa leve

Ficar contente simplesmente pelo vento que toca o semblante é um dom presente em todos, mas nem sempre reconhecido

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! Uma nova semana e um novo dia se apresentam... É sempre muito bom recomeçar... Estamos iniciando a segunda quinzena do mês de setembro... O tempo é o presente que Deus dá a todos, sem distinção... Sejamos agradecidos ao Senhor da vida e do tempo! Feliz semana!

"Hoje basta-me o vento."

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O ser humano é por sua natureza um ser desejante. Uma multiplicidade de desejos habitam as profundezas do ser, provocando a razão e movimentando as emoções. A construção de limites é uma tarefa cotidiana, caso contrário fica inviável dar conta de todas as demandas. São poucas as pessoas que vivem felizes, tendo poucas coisas. A ânsia de querer sempre mais gera insatisfação e, ao mesmo tempo, fragilidade. A satisfação e a gratidão, quando agrupadas, proporcionam bem-estar. Ninguém deveria abrir mão de uma vida mais leve, sem tanta necessidade material. A causa de tanta pressa está interligada com o insaciável desejo de consumo.

É claro que é bom e justo ter o necessário. No entanto, poucos sabem quando possuem o que a vida realmente precisa. Na convivência diária é visível o medo que muitos têm de ficar sem ou de não possuir o suficiente para o amanhã. Administrar é um importante aprendizado, mas é melhor que aconteça distante da ansiedade. Tem dias que basta sentir o vento para compreender que a vida se faz brisa leve, em direção ao nascente e ao poente. Tudo seria mais aconchegante se houvesse reconhecimento.

Um pedaço de pão sobre a mesa é puro agradecimento. Um agasalho para aquecer o corpo pode provocar alegria. Um abraço afetuoso sempre recompõe a certeza de que é possível continuar amando a vida. Um copo d’água tem o poder de refrescar a alma. Não há a necessidade de fartura para arrancar um obrigado de um coração reconhecido. Como é bonita a vida de quem não perde de vista a simplicidade. Saber viver com pouco é uma riqueza inexplicável, uma satisfação contagiante. Ficar contente simplesmente pelo vento que toca o semblante, tantas vezes cansado das agruras da vida, é um dom presente em todos, mas nem sempre reconhecido. Tudo é diferente, quando a gratidão tem a permissão de invadir o coração. Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!

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