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Novos sabores20/09/2019 | 17h35Atualizada em 21/09/2019 | 10h12

Conheça as habilidades e os temperos de dois novos jovens chefs da Serra

Letícia Arsego Gasparin e Pedro Padilha Kessler despontam com personalidade na gastronomia

Conheça as habilidades e os temperos de dois novos jovens chefs da Serra Franciele Dal Monte/Divulgação
Foto: Franciele Dal Monte / Divulgação

Eles são jovens, de vinte e poucos anos, e se formaram recentemente pela Escola de Gastronomia da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Letícia Arsego Gasperin e Pedro Padilha Kessler misturam ingredientes e ideias, despontando com personalidade na gastronomia da Serra. A seguir, conheça um pouco mais sobre os novos chefs:

Letícia Arsego Gasperin
Um gosto: sorvete de pistache
Nomes de referência no setor: Paola Carosella e Massimo Bottura

A jovem farroupilhense de 21 anos tem uma comparação bem interessante para definir sua preferência por se tornar uma boleira:

— Cupcake você come sozinho, bolo se reúne para partilhar - diz Letícia Arsego Gasperin.
Essa vontade de compartilhar experiências e encontros pelo paladar a fez pegar a estrada neste ano. Passou seis meses em Portugal, tralhando em um restaurante de gastronomia brasileira. Fazia de tudo um pouco, em especial sobremesas como brigadeiro, paçoca e o clássico Romeu e Julieta

Foi, voltou, realizou estágio no café do Muinho,  Moinho Covolan, em Farroupilha, se formou e continuou a fazer o que gosta: criar bolos personalizados, que têm a cara de seus donos e ganhem sabores únicos. O de chocolate com ganache de laranja, por exemplo é um dos seus trunfos. 

— Descubro as coisas produzindo, a gastronomia é pura química. Gosto que meus bolos sejam molhadinhos, que as pessoas vejam os furinhos. Sou mais rústica, não gosto dos muito enfeitados - descreve, inquieta e falante. 

Letícia descobriu o encanto por esta área desde que começou a atender docinhos por encomenda, em 2017. Foi se dedicando e hoje, com a ajuda do pai, Alberto, e da mãe, Sandra, comanda o Canto Doces Artesanais, justamente em um dos cantos da casa da família.
Ela que devora pizza e carne e nem aprecia tanto de doce, quer seguir buscando caminhos para a sua gastronomia, seja no Brasil ou no resto do mundo, devorando, com prazer o gosto do que faz:

— Sou uma pessoa de fases. Por enquanto, creio que encontrei meu caminho. Bolo é amor!.

Pedro Padilha Kessler
Um gosto: arroz, feijão e farofa
Nomes de referência no setor: Adriano Farina e Rodrigo Bellora

Chef Pedro Kessler Padilha.
Foto: Fernando Dai Prá / Divulgação

Antes de gastronomia, Pedro Padilha Kessler, 22 anos, estudou Arquitetura e Urbanismo e Administração de Empresas. O incentivo também veio da mãe, Regina e do pai, Marcelo. Então como já era bailarino de dança de salão, o caminho para virar chef foi natural, afinal:

—  Cozinha é arte. Quando cozinho, penso muito em comida de vó, de mãe. Busco o jeito mais caseiro de fazer as coisas  — diz ele à frente ao seu restaurante Quintal da Salsa, no bairro São Pelegrino, em Caxias.

O rapaz que já vendeu marmita, sanduíche e brigadeiro antes de assumir a cozinha de seu restaurante, diz que o lugar é a sua segunda casa, onde descobre o gosto das pessoas, em um laboratório diário de sabores explorando a ideia de confort food.

— Uso poucos condimentos e temperos frescos. Busco um jeito homemade de fazer as coisas —  conta.

Seu arroz cremoso e os legumes orgânicos levemente salteados, a farofa e o cuscuz temperado, servidos com ou sem carne, para paladares tradicionais ou veggies, são trunfos do cardápio diário e que, aos sábados, privilegia produtos orgânicos locais. 

—  Gosto de descobrir os sabores reais dos alimentos. Meu prazer é ouvir as pessoas dizerem que comeram a melhor beterraba ou brócolis do mundo por conta do sabor e crocância —sorri.

Pedro festeja o boom da gastronomia em programas de tevê e reality shows.

—  Valorizam e imprimem respeito à nossa profissão. Na Serra, a gastronomia vem se desenvolvendo muito, deixando modinhas de lado e buscando valorizar produtos locais —  avalia.

Com o slogan “Movimento de Amor e Sabor” o jovem chef festeja seu prazer pela dança e a boa culinária.

— Sempre imagino um quintal onde colho uma salsinha fresca para preparar a refeição. Para mim, comer bem é escolher o que te faz carinho. Gosto de comida afetiva.

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