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Perfil09/08/2019 | 18h11Atualizada em 09/08/2019 | 18h11

Conheça um pouco da vida do jovem administrador caxiense Pedro Horn Sehbe

À frente do seu tempo, o chairman da loja Magnabosco é o exemplo do empreendedor conectado

Conheça um pouco da vida do jovem administrador caxiense Pedro Horn Sehbe Alex Battistel/Divulgação
Foto: Alex Battistel / Divulgação
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Inovador e criativo, o chairman da loja Magnabosco, Pedro Horn Sehbe, 31 anos, é o exemplo do empreendedor conectado com os novos tempos. Depois de determinadas imersões de intercâmbios  por Paris, Londres, Biarritz e Porto Alegre, o filho caçula de Antônio Casagrande Sehbe e Maria Lucia Horn Sehbe, marido de Paula Cardoso de Azevedo, nos ensina a olhar o mercado, o homem contemporâneo, a moda e o mundo em 360 graus. Conheça mais do jovem administrador:

João Pulita: Como é trabalhar com moda em Caxias do Sul?
Pedro Sehbe:
Em uma cidade que já destruiu tanto de suas referências e de sua história, trabalhar com moda em meu contexto é em certa medida uma oportunidade de ajudar a promover esse registro da identidade de um povo, do qual com muito orgulho faço parte. A moda cada vez mais se alimenta desse passeio entre o antigo e o novo, entre a nostalgia e aquilo que emerge. Essa dicotomia está presente em cada cantinho dessa centenária esquina. Uma estrutura atemporal que tem um ar de solidez pelos seus 104 anos e que ao mesmo tempo permanece altiva, antenada, em constante transmutação. Trabalhar com moda tem algo de desafiador e uma grande pitada de magia. Digo isso porque a moda que sabe ser exuberante reúne a arte do ontem, a relevância do hoje e a vida do amanhã. Tentamos trilhar por este caminho.

Quem está na moda?
O cuidado com o planeta terra, o convívio saudável com a natureza, a tolerância com a opinião do outro, o amor e o respeito ao próximo.

Qual o conceito mais contemporâneo de estar na moda?
Ser você mesmo. Fiel às suas verdades e ao seu estilo, sem se sujeitar a imposições. Respeitar as diferenças. Ter uma conduta sustentável. 

Qual é o seu maior prazer?
Participar, idealizar ações que de alguma forma impactam positivamente.

Existe um segredo para prosseguir inovando?
Manter a mente aberta. Não ter medo de errar. Errar. Estudar muito. Ser curioso. Ser fiel a sua gênese. Viajar sempre que possível. Dialogar. Conhecer gente nova.

E como são seus dias?
Cheios, sempre buscando respeitar meu próprio tempo e espaço.

Os talentos nos dias de hoje são...
Múltiplos. O desafio é reconhecer como cada peculiaridade pode contribuir para o desenvolvimento social e ambiental, substituindo a lógica competitiva pela colaborativa, possibilitando espaço a todos de acordo com suas habilidades e expertises. É imperativo também reconhecer e valorizar novos talentos e combiná-los com a sabedoria trazida pelo tempo.

Charmain da loja Magnabosco, de Caxias, Pedro Horn Sehbe.
Foto: Alex Battistel / Divulgação

O que é legal na vida?
Estar em casa entre família e amigos.

E o que é chato?
Às vezes precisar lidar com gente superficial e vazia.

O que não sai da sua cabeça?
Que seguir a corrente funciona no oceano, mas em terra firme é perder a identidade. Precisamos de mais gente disposta a desafiar a categoria, romper padrões, fazer diferente.

Que frase mais gosta de ouvir?
Toda aquela que vem carregada de gentileza e verdade. Mas: “Preserve a natureza” é cada vez mais sonoro e necessário.

Qual a sua mania?
Questionar.

Figura histórica com quem se identifica?
Minhas principais referências têm contextualização e relevância histórica pessoal e intransferível.

Escreveria uma biografia da sua vida?
Dizem que os livros são das poucas coisas que continuam a ser imortais em nossos dias. Curto e aprendo muito com biografias. De qualquer modo, considerando o contexto pelo qual estou inserido, tenho uma oportunidade interessante de ajudar a escrever, se não toda uma biografia, o que seria presunção minha, pelo menos alguns capítulos de uma história que já atravessa muitas gerações, trechos de um livro que está sendo escrito há anos e por muitas pessoas... Poder protagonizar algumas páginas dessa história não deixa de ser uma forma sutil de escrever a minha própria, como é meu caso aqui no Magnabosco.

O que fazer com esse histórico?
No papel que hoje desempenho, busco ejetar ao trabalho uma intenção nobre: o senso comunitário e a continuação de um legado, sempre determinado a edificar, somar. Em família dizemos que nossos jardins são grandes o suficiente para ecoar vozes que não as nossas. É algo potente como força de expressão mas não deixa de ser a manifestação do propósito que nos trouxe até aqui, de uma tradição: o de unir gerações, de preservar laços e vínculos, respeitar e agregar ao meio em que vivemos, ser gentil. Sob esta perspectiva, talvez até já esteja escrevendo uma biografia sem perceber.

Maior elogio que já recebeu?
Todo elogio é importante o suficiente para ser inesquecível.

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