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Seção do leitor24/07/2019 | 06h00Atualizada em 24/07/2019 | 06h00

Leia o artigo "Política no Brasil: ofício ou negócio?", do fundador municipal do PSC

Texto foi publicado na edição de quarta-feira do Pioneiro

Leia o artigo "Política no Brasil: ofício ou negócio?", do fundador municipal do PSC Luan Zuchi/
Foto: Luan Zuchi

* Aquillino Dalla Santa Neto é fundador e ex-presidente municipal do Partido Social Cristão (PSC) de 2001 a 2010

Ao menos no Brasil, é possível dizer que o povo aprendeu muito pouco com a própria história: o suicídio de Getúlio Vargas, a renúncia de Jânio Quadros e dois impeachments presidenciais em pleno período pós-redemocratização, não foram suficientes para influenciar os brasileiros a refletirem sobre tais fatos e com isso adquirirem um nível de consciência política condizente com a realidade do país.

Por sua vez, quando se descobre que, 75 siglas partidárias (isso mesmo, setenta e cinco), buscam registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seria ridículo deixarmos de pensar nas consequências que um processo deste âmbito poderia trazer para a economia, considerando que, somente no ano passado, foram disponibilizados R$ 1,7 bilhão através do fundo eleitoral e quase R$ 900 milhões do fundo partidário para as eleições gerais de 2018.

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No entanto, o curioso sobre as novas legendas que aguardam decisão oficial, é que todas defendem as mesmas ideias, isto é: mudanças no sistema político, o fim da corrupção e a melhoria da qualidade de vida da população brasileira.

Temas relevantes, mas que, no fundo, mesmo com ideologias identificadas com os anseios populares, não significa que o fisiologismo (um dos problemas mais graves da política), será eliminado, até por ser público e notório que, após o poder ser conquistado, bandeiras erguidas para obter-se popularidade e simpatia, são facilmente esquecidas.

Os rostos mentem. As pessoas mentem. E o principal desejo daqueles que tramam e conspiram, mesmo que isso custe caro à democracia e ao desenvolvimento da nação, é que a mentira não seja desacreditada e a verdade se perca.

É lamentável que tal comportamento não siga um caminho inverso, uma vez que, se assim fosse, auxiliaria não somente uma grande parcela de cidadãos, mas os próprios políticos, a verem a política como uma ciência de resultantes e não apenas como mero negócio ou passatempo para preencher vazios existenciais.

Pode parecer demais, sonhar que, políticos brasileiros, possam um dia se igualar aos congressistas europeus, os quais usam o transporte coletivo para irem trabalhar. Mas, por outro lado, pode ter chegado a hora de descobrirmos o que realmente somos e queremos para o futuro, lembrando que vivenciamos a cada dia uma situação que não combina com as nossas necessidades e expectativas.

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