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Opinião 12/06/2019 | 06h38Atualizada em 12/06/2019 | 06h38

Frei Jaime: ninguém é suficiente para si mesmo

 A própria solidão é a experiência de não ser inteiro, completo e realizado

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! O amanhecer é portador de luz... Que alegria poder recomeçar... Hoje é um dia muito especial: dia dos namorados! Data para recordar o primeiro olhar e trazer à memória as vezes que o coração quase disparou, por causa de um inexplicável sentimento... Que o amor seja realmente eterno, sem deixar de vestir a roupagem de cada tempo... 

“Muitos relacionamentos são apenas títulos: não têm sentimentos, não têm companheirismo, empatia e respeito. São apenas duas pessoas que se aguentam e que, vez ou outra, se acariciam.” (Felipe Arco). 

Viver é relacionar-se. Ninguém é suficiente para si mesmo. A própria solidão é a experiência de não ser inteiro, completo e realizado. As contínuas saídas para ir ao encontro do outro, torna os dias encantadores. Todos já passaram pela experiência de conhecer alguém e sentir o desejo de estar, lado a lado, numa interação praticamente infinita. Ainda bem que o passar dos dias acalma os sentimentos e coloca cada coisa no seu devido lugar. Para saber exatamente se alguém está vivo, não basta ter os sinais vitais dentro da normalidade. A vitalidade se dá também e principalmente através das paixões. 

É muito bom poder apaixonar-se, dia após dia, pela vida e pelas pessoas que chegam para completar o que estava faltando. Até mesmo aqueles que pensavam ter o coração sob controle, podem ser surpreendidos com um novo aspecto ou com um novo amor. O termômetro para saber se a vida continua com significado é o amor. Apaixonar-se não é ruim, pelo contrário, é sempre maravilhoso. O problema está na incapacidade de lidar com os exageros da paixão. Colocar limites não é proibir os sentimentos, mas direcionar o potencial para o crescimento e para a plenificação da felicidade.

 A indiferença é, talvez, a fonte mais expressiva da tristeza. É difícil tornar-se estranho de alguém que foi, em outros tempos, profundamente íntimo. Continuar ao lado de alguém para simplesmente manter as aparências, deve ser por demais desgastante. Quando a carícia é praticada sem espontaneidade é sinal de que o amor precisa de um tratamento intensivo. Ainda bem que o amor aceita a reinvenção e não limita o número de recomeços. Tentar outra vez é sinal de criatividade e de vitalidade. 

É importante ter clareza de que nada será igual ao ontem, pois o hoje já provocou modificações. A esperança, que é portadora de uma força extraordinária, sempre surpreende, ao ponto de fazer recomeçar o que já dava sinais de ter terminado. O amor é incrível: não precisa de explicações e não se limita às emoções. O amor simplesmente ama. Bênção! Paz&Bem! Santa Alegria! Abraço!  

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