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Opinião15/06/2019 | 07h00Atualizada em 15/06/2019 | 07h00

Frei Jaime: a incerteza em relação ao amanhã não deveria ser fonte de angústia

É evidente que permanecer com os braços cruzados não garante nenhuma reação

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! O sábado vai despontando lentamente... sua luz indica que o dia será leve e sereno... o sábado é, por si só, intenso e alentador... viver é muito bom, mas supõe atenção e dinamismo.... Feliz sábado! 

"Estou seguindo em frente, mas confesso: não sei bem para onde a estrada da vida está me levando." (Matheus Rocha). 

A incerteza em relação ao amanhã não deveria ser fonte de angústia. Muitos gostariam de ter, com precisão, o roteiro de todos os possíveis percursos. Mas a vida é feita de muitas surpresas e de incríveis contornos e retornos. É evidente que permanecer com os braços cruzados não garante nenhuma reação. A vida é o grande espaço, onde todos os investimentos não vão ao encontro do vazio. A interação é a forma mais inteligente de obter resultados. Porém, a decisão de seguir em frente, mesmo não sabendo o destino, é entusiasmante. A vida não é melhor ou pior se há mais ou menos conhecimento, em relação ao amanhã. Faz um bem enorme apropriar-se de diferentes saberes, mas a intuição não pode ser deixada em segundo plano. 

Não saber praticamente nada quanto ao que está por vir, não é um obstáculo mas uma possibilidade de exercitar e avolumar a confiança. A todo instante é necessário fazer escolhas, tentando minimizar o impacto das incertezas. Em diferentes tempos, pessoas decididas em não desistir de caminhar conquistaram espaços inacreditáveis. A maior parte das vitórias não dependem da sorte, mas da determinação. É muito bom poder seguir em frente, experimentando a leveza dos passos que amam caminhar, porque assimilaram que a existência é feita de dinamismo. A estrada da vida sempre leva para algum lugar, pois o pulsar do coração é feito de muita esperança e de uma força simplesmente imensurável. Não saber o destino é menos importante do que o desejo de avançar. 

A acomodação já deixou muitos talentos perdidos, iludidos por facilidades que não acrescentaram nenhum milímetro de felicidade. Se os motivos para desanimar continuam contra atacando, convém seguir em frente com a serenidade de quem acredita nas surpresas da vida e nos retornos reservados àqueles que dão o melhor de si, em qualquer tempo e lugar. Viver é caminhar sempre. 

Bênção! Paz&Bem! Santa Alegria! Abraço! 

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 A vida segue seu ciclo natural. Quem reserva um tempo para apreciar o desenrolar dos fatos, distribuídos nas diferentes etapas, capta a dinâmica da maturidade, que é como um fio condutor que acrescenta serenidade aos olhos e paz ao coração. É impossível impedir ou retardar a passagem dos anos, mas sempre estará ao alcance de todos a possibilidade de sentir-se diferente e inclusive mais tranquilo, quando se trata de solucionar conflitos. Todos mudam e a maturidade faz questão de chegar e se instalar. 

Tem pessoas que envelhecem repentinamente e outras que vão agregando aquela beleza que dispensa contrastes, pois sabe ser simplesmente harmoniosa. O rosto, por estar sempre exposto, é onde os anos parecem se concentrar mais. Por mais belo que seja o corpo, um dia os movimentos serão mais lentos e a musculatura não terá mais toda aquela elasticidade de anos passados. Ninguém perde a beleza, quando aceita que o corpo interaja com o tempo. É bonito envelhecer assim como cada um é, livre daqueles padrões que são verdadeiras prisões. Mas alma está num patamar superior, ela não depende de um visual ou de um formato estético. 

A alma não perde a beleza, quando é cultivada e manifestada através da bondade e da espiritualidade. É interessante perceber a dinâmica que inspira a vivência da alma, que é capaz de manter-se sempre jovial. Cuidar do corpo e dos traços do rosto é uma questão estética, que carrega consigo um valor extraordinário. Mas nada se iguala ao encantamento da alma, que não precisa de aparência, mas de essência. O maior investimento é direcionado ao corpo, que até aceita algumas intervenções. Porém, num determinado momento, será impossível omitir a idade. Então, o que era invisível passa a ser ‘visto’ com mais consistência. 

Sim, chega o momento da alma, que se apresenta como síntese da caminhada empreendida. No final de tudo o corpo será menos importante que a alma. O corpo é finito, a alma não. Logo, os investimentos deveriam ser proporcionais, privilegiando o que não experimentará fim, apenas uma transformação. 

Bênção! Paz&Bem! Santa Alegria! Abraço  

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