Com Renato Borghetti e mescla de estilos, Festival Música de Rua terminou neste domingo, em Caxias - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Música05/05/2019 | 21h04Atualizada em 05/05/2019 | 21h04

Com Renato Borghetti e mescla de estilos, Festival Música de Rua terminou neste domingo, em Caxias

Shows de Rapajador, Ricardo Pita e Tuyo também foram destaques no encerramento

Com Renato Borghetti e mescla de estilos, Festival Música de Rua terminou neste domingo, em Caxias Breno Dallas/Divulgação
Foto: Breno Dallas / Divulgação

Cabelos já grisalhos na altura dos ombros, vestimenta gaúcha com direito a bombacha e alpargatas, além da inseparável gaita ponto a tiracolo. O relógio recém passava das 18h quando, sob forte chuva, Renato Borghetti subiu ao palco no estacionamento da UCS.

O aclamado acordeonista foi um dos destaques da tarde de encerramento do Festival Música de Rua, que alcançou a oitava edição promovendo o encontro de nomes já consagrados com novidades da cena artística.

—  A arte é plural, e o público precisa ter acesso a todas essas manifestações. E esse festival, por ser gratuito, contribui para democratizar a música. Para o artista também é uma experiência muito boa, pois essa mescla muitas vezes gera novos trabalhos, novas parcerias — disse à reportagem um sorridente Borghetti ainda nos camarins.

Slam das Manas no encerramento do Festival Música de Rua, em Caxias do Sul
Atração caxiense, Slam das Manas foi um dos destaques da oitava edição do Festival Música de RuaFoto: Breno Dallas / Divulgação

A programação iniciou-se às 14h30min, sem chuva, quando o público acompanhou com entusiasmo a poesia engajada do projeto Slam das Manas. Estreantes no palco, as caxienses não hesitaram em abordar temas delicados como machismo, homofobia e genocídio da juventude negra, arrancando palmas da plateia em duas apresentações.

—  O que a gente quer é ocupar esses espaços e se reconhecer como parte do mundo, por mais que esses caminhos tenham sido historicamente negados para quem é da periferia. Esse palco é um espaço em que a gente merece estar, levando nosso trabalho ao público — ressaltou Polliana Camargo, uma das integrantes do grupo.

Na sequência, foi a vez de Chiquinho Divilas e o projeto Rapajador ocuparem os microfones. O repertório homenageou figuras negras como Zumbi dos Palmares, os lanceiros negros da Revolução Farroupilha e o músico nativista Cesar Passarinho.

A tarde de domingo também teve tempero latino, uma das marcas do festival. Além dos uruguaios do Cuarteto Ricacosa, o público pode conferir a irreverente apresentação do equatoriano Ricardo Pita.

— Venham para perto do palco todos os que são jovens de espírito. Venho de muito longe com minha música — provocou o artista, arriscando algumas palavras em português.

Tuyo no encerramento do Festival Música de Rua, em Caxias do Sul
Afrofolk da banda Tuyo embalou o público na noite de encerramento do festivalFoto: Breno Dallas / Divulgação

Para terminar, o domingo chuvoso ainda reservou as apresentações do afrofolk da banda Tuyo e a pegada tecnobrega de Keila. Ou seja, prato cheio para quem aprecia a mistura de estilos tão recorrente no evento.

— Essa edição nos deixa alguns legados: a residência artística, o amadurecimento do festival e a resposta de Caxias do Sul para receber essa gama de atrações mesmo num momento em que a cultura não é a coisa mais valorizada. Isso nos deixa animados para seguir — avaliou o curador Luciano Balen.

Com 34 shows, sete palestras e uma inédita experiência de residência artística que contou com a participação de seis músicos, o Festival Música de Rua encerrou sua oitava edição com público superior a 6 mil pessoas — além da expectativa para novas experimentações em 2020.

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