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Pelo segundo ano23/04/2019 | 14h05

Serviços de streaming seguem como a maior fonte de receita no mercado musical do Brasil

Relatório de entidade internacional da indústria fonográfica divulgado neste mês confirma tendência de crescimento  do consumo digital pago

Serviços de streaming seguem como a maior fonte de receita no mercado musical do Brasil Divulgação/Spotify
Foto: Divulgação / Spotify

Assim como já havia sido em 2017, o streaming continuou aquecendo a indústria musical em 2018. De acordo com o relatório Global Music da IFPI (International Federation of the Phonographic Industry), divulgado pela Pro-Música Brasil Produtores Fonográficos Associados (associação que reúne as maiores gravadoras em atividade do país) no começo de abril, o mercado fonográfico brasileiro cresceu acima da média mundial no ano passado.

Com a ascensão da pirataria e dos serviços de compartilhamento de arquivos, a década passada havia sido difícil para o mercado da música. Nos últimos anos, por conta dos serviços de streaming, o setor voltou a crescer – tendência que foi consolidada em 2018. O relatório aponta que a média mundial de crescimento no ano passado em comparação com 2017 foi de 9,7%, enquanto no Brasil chegou a 15,4%.

A IFPI estima que o faturamento global do setor atingiu o montante de US$ 19,1 bilhões – o Brasil, que é o décimo mercado mundial, chegou a US$ 298,8 milhões. O relatório da organização inclui as vendas físicas, qualquer tipo de faturamento gerado através da distribuição de música em meios digitais e os direitos de execução pública (produtores fonográficos e intérpretes), bem como os valores gerados pela sincronização de música gravada em obras audiovisuais e de publicidade.

O avanço do streaming seguiu sendo avassalador no último ano: no Brasil, cresceu 46% com relação a 2017, enquanto foi registrado um aumento de 34% no mundo. O número de assinantes de streaming de música subiu 45% chegando a aproximadamente 255 milhões – eram 176 milhões de usuários pelo planeta em 2017. O total do faturamento com todos os formatos da música digital chegou a US$ 11,1 bilhões, um aumento de 19,2% comparado ao ano anterior. Assim, a música digital volta a se firmar como a maior fonte de receitas do setor fonográfico mundial, representando 58% do total do mercado, compensando o declínio das vendas físicas (-10,1%) e downloads pagos (-21,2%).

Brasil a todo volume no mercado digital
Determinante para o crescimento do mercado de música digital no Brasil em 2018, assim como em praticamente todo o mundo, o streaming musical é de longe a maior fonte de receita para o segmento brasileiro de música. Por outro lado, as vendas físicas (-69%) e downloads pagos (-39%) caíram consideravelmente no país. Em 2018, o streaming gerou US$ 207,8 milhões para o setor no Brasil. Do total do streaming, US$ 151,6 milhões vêm das assinaturas mensais (crescimento de 53%) e US$ 18,8 milhões da publicidade nas plataformas de streaming de áudio operando no país (+ 25%). Já os vídeos musicais em streaming com interatividade e remunerados apenas por publicidade geraram US$ 37,3 milhões em 2018 (+ 32%). Segundo o presidente da Pro-Música, Paulo Rosa, o mercado brasileiro de música gravada vem seguindo a tendência iniciada em 2015 no mundo, de crescimento e recuperação das receitas fonográficas por conta do setor digital – no caso, o streaming de áudio e vídeos musicais.

"Apesar do cenário macroeconômico ainda delicado, com o lento processo de recuperação da economia brasileira pelo qual estamos passando, o streaming interativo, remunerado principalmente por subscrições pagas, mas também por publicidade, segue crescendo de forma consistente e contínua, na casa dos dois dígitos (46% em 2018), firmando-se como a principal fonte de receitas derivadas da distribuição de música no Brasil, a exemplo do que vem acontecendo nos principais países do mundo", apontou Paulo Rosa em nota.

Arte GZHFoto:
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10 maiores mercados de música gravada em 2018

  1. Estados Unidos 
  2. Japão
  3. Inglaterra (UK)
  4. Alemanha
  5. França
  6. Coreia do Sul 
  7. China
  8. Austrália
  9. Canadá
  10. Brasil
     
 
 
 

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