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Saúde18/04/2019 | 13h32Atualizada em 18/04/2019 | 13h32

Criada nos anos 1920, aromaterapia é responsável pelo estímulo a diferentes partes do cérebro

Aromas são capazes de aliviar sintomas de ansiedade, insônia, depressão e até mesmo para o fortalecimento das defesas do corpo

Criada nos anos 1920, aromaterapia é responsável pelo estímulo a diferentes partes do cérebro Felipe Nyland/Agencia RBS
Há 10 anos Bete Carelli dedica-se aos óleos essenciais e aos segredos da Aromaterapia Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Um odor, seja ele bom ou ruim, pode nos remeter, automaticamente, para lembranças e sensações que experimentamos ao longo da nossa vida. E os aromas são tão poderosos que podem ser capazes de aliviar sintomas de ansiedade, insônia, depressão e até mesmo para o fortalecimento das defesas do corpo, você sabia? Ao menos é o que promete a Aromaterapia, técnica criada nos anos 1920 pelo químico francês René-Maurice Gattefosses, que utiliza notas aromáticas liberadas por diferentes óleos essenciais _ líquidos altamente concentrados, extraídos de plantas aromáticas como capim-limão ou lavanda _ para estimular diferentes partes do cérebro a produzir moléculas benéficas. 

_ Nos países de primeiro mundo a Aromaterapia já faz parte da medicina. Aqui no país, apesar de ainda ser incipiente, ela já vem sendo ofertada a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) desde o ano passado. Eu destaco que para atuar como aromaterapeuta é preciso ter uma formação que te ensine sobre os óleos essenciais, visto que cada um deles têm uma função específica e ao ser utilizado de forma incorreta pode trazer mais mal do que bem_ explica a bióloga e aromaterapeuta, Bete Carelli. 

Dedicando-se à aromaterapia há 10 anos, Bete comprovou a eficácia dos óleos essenciais após passar por uma experiência traumática: ela foi picada por uma loxosceles, nome científico da aranha marrom. Para curar-se da lesão, que pode causar necrose de tecidos, ocasionar o fechamento da glote e ainda ocasionar problemas nos rins, a aromaterapeuta recorreu a um tratamento natural após ser constatada a falta do soro antiloxoscélico, antídoto para o veneno:

_ Eu lembrei que uma professora com quem eu fiz um curso tinha se curado de uma picada de escorpião apenas com óleos essenciais. Eu entrei em contato com uma colega que tinha anotado tudo e confiei na aromaterapia. Em oito dias eu estava praticamente curada. 

Consciente do poder dos óleos essenciais, a aromaterapeuta recebe pacientes com sintomas diversos e indica tratamentos_ que podem ser feitos por meio da inalação, do aromatizador, sprays, massagens e banhos_ compatíveis com as necessidades de cada um. Apaixonada pelo que faz, Bete reforça que dentro das terapias holísticas cada um é único:

_ Todos os dias a gente aprende algo novo com pessoas que vêm até aqui. Às vezes, um óleo que funciona para uma pessoa não funciona para outra. Cada um é único e eu busco ter esse olhar com todos que me procuram. 

A sessão
1.
O atendimento inicia com uma entrevista. Neste momento o paciente traz o que sente tanto física quanto espiritualmente.
2. Após a avaliação das necessidades do paciente, o aromaterapeuta escolhe os óleos essenciais mais indicados para a pessoa na ocasião.
3. A seguir, o paciente é convidado a sentir o aroma dos óleos escolhidos. A partir da identificação do paciente com as notas aromáticas, o aromaterapeuta cria uma sinergia (como é chamada a mistura dos óleos) e indica o tratamento mais adequado.
4. O retorno do paciente ou não é definido pelo aromaterapeuta.

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