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Opinião29/03/2019 | 18h53Atualizada em 29/03/2019 | 18h55

Nivaldo Pereira: a vontade e a raiva

Estamos no campo da vontade e da raiva, o campo de Áries

Nivaldo Pereira: a vontade e a raiva Luan Zuchi/
Foto: Luan Zuchi
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

A criança berra: “eu quero, eu quero”. A mãe diz: “agora, não”. O pai decreta: “você não tem querer”. A criança fica possessa, se atira no chão, gritando. Estamos no campo da vontade e da raiva, o campo de Áries. Exageros à parte, o puro espírito ariano tem algo de infantil no modo como se lança ao que deseja, com a certeza da conquista e disposto a eliminar todos os obstáculos. Tudo muito instintivo, como a possível fúria decorrente da frustração. Céu de Áries é vermelho, onde Marte brilha mais. É o céu do guerreiro voluntarioso, sempre com o brilho do entusiasmo no olhar – ou algum sangue nos olhos, caso o contrariem.

Como a raiva parece ser um elemento de destaque em nosso tempo, haja vista o clima belicoso das redes sociais e a violenta polarização de ideias, convém refletir sobre o tom da nossa ariana vontade. No dicionário, uma das definições de vontade é “força interior que impulsiona o indivíduo a realizar aquilo a que se propôs”. Vontade é condição de autoafirmação, um propósito ariano em todos nós. Quando falta vontade, falta libido, some a graça de viver. Já o excesso de vontade vai naturalmente ignorar limites e gerar prepotência e agressividade. Se querer é poder, ai de quem nos confrontar! A raiva virá vulcânica!

Será que essa raiva cega contra os outros não está a compensar ocultas frustrações pessoais? Como lidar com os contrários sem explodir de raiva? O dicionário aponta a hesitação como antônimo de vontade. Hesitar é atitude de Libra, signo oposto a Áries. Libra considera o impacto que sua vontade terá sobre os outros, por isso, pondera, e até vacila, antes de agir. Libra é a busca do equilíbrio, a partir do respeito pelo outro. Pois, sem respeito, não há paz, não há amor.

Armados e infantilizados pela raiva, queremos vencer no grito histérico, atacando os mais próximos, enquanto os verdadeiros inimigos deitam e rolam. Precisamos amadurecer. Em tempos arianos, que tal vencermos nossos egos surdos e ressentidos e lutarmos pela paz? Como na canção: “Você me abre seus braços, e a gente faz um país".

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