"Artivista" faz intervenções culturais na beira da praia para ensinar sobre coleta seletiva - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Capão da Canoa11/02/2019 | 11h51Atualizada em 11/02/2019 | 11h51

"Artivista" faz intervenções culturais na beira da praia para ensinar sobre coleta seletiva

Caxiense Karina Signori incorpora a personagem "Recicleide" para abordar veranistas

"Artivista" faz intervenções culturais na beira da praia para ensinar sobre coleta seletiva Isadora Neumann / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Isadora Neumann / Agência RBS / Agência RBS

Quem aproveitava o calor de mais de 30ºC, sem nuvens e com mar limpo de Capão da Canoa, neste sábado (9), viu uma cena que chamou atenção: uma atriz com um pandeiro, saia verde de garrafas recicladas e uma pochete de tampas de latas de refrigerante, abordava famílias para conversar sobre a coleta seletiva. Era Karina Signori, 44 anos, mais conhecida pelo seu personagem "Recicleide".

Há 19 anos, todo o verão ela cumpre o rito de ir até a praia e conversar com as pessoas sobre a importância da melhor destinação dos lixos na região. Cantando músicas acompanhadas de um batuque em seu pandeiro, ela percorre as praias do Rio Grande do Sul e diz já ter feito seu trabalho em outros estados. 

- Cada um tem que fazer a sua parte. Isso é fundamental. Reciclar é legal! - canta alto Recicleide, chamando a atenção de quem está por perto.

Logo em seguida, ela começa a conversar com as pessoas sobre a melhor forma de destinar os materiais em casa. Os alvos principais são mulheres e crianças. Recicleide também visita escolas do Litoral Norte e costuma cantar suas músicas na abertura dos shows que ocorrem no calçadão de Capão.

Karina se define como "artivista", por unir a arte a conscientização ambiental. Natural de Caxias do Sul e moradora de Florianópolis, ela é graduada em artes cênicas pela UFRGS. Logo após se formar em Porto Alegre, ela teve a ideia da personagem, que fala de maneira chamativa, com a letra R sempre puxada - lembrando o narrador Galvão Bueno. Capão da Canoa foi escolhida como ponto principal de seu trabalho por ser onde os pais possuem casa. A prefeitura acabou apoiando seu projeto. 

- O que eu quero mostrar é que estamos em uma casa comum. A Terra é nossa casa comum e nós precisamos reforçar isso, tanto para as crianças quanto para os adultos. Temos que cuidar dela - declarou.

GaúchaZH acompanhou parte do trabalho de Recicleide na manhã deste sábado. As principais dúvidas foram sobre a destinação de cacos de vidros e de óleo de cozinha usado. 

Uma das pessoas que pediu informações é Gertrudes Weiler, 77 anos, enfermeira aposentada. Ela curtia a praia com familiares na guarita 77, próximo da Praça do Farol, quando abordou Recicleide. A idosa queria saber como fazer com caixas de leite, e foi orientada a cortar o objeto para tirar o resto que fica nas dobras.

- É um trabalho muito importante. A gente recebe informações desencontradas de todos os lugares e ficamos confusos - comenta.

Capão da Canoa possui coleta seletiva há 17 anos. O trabalho é diário no centro e a cada dois dias nos demais bairros. Segundo o secretário de Meio Ambiente e Planejamento, Jorge Arbello, apenas 12 % do total recolhido de resíduos da cidade é reciclado. Para ele, o número poderia ser de cerca de 25%. 

 
 
 

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