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Literatura05/12/2018 | 08h30Atualizada em 05/12/2018 | 13h40

Bate-papo sobre Clarice Lispector ocorre neste sábado, no Instituto Cultural Taru, em Caxias

Dona de uma obra singular, a autora consagrou-se como um dos maiores nomes da literatura brasileira do século XX 

Bate-papo sobre Clarice Lispector ocorre neste sábado, no Instituto Cultural Taru, em Caxias Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Ucraniana de nascimento e pernambucana de coração, a escritora e jornalista Clarice Lispector (1920-1977) será tema de bate-papo no próximo sábado, no Instituto Cultural Taru, em Caxias do Sul. Dona de uma obra singular, marcada pela linguagem única e subjetiva, a autora consagrou-se como um dos maiores nomes da literatura brasileira do século XX e tem suas obras associadas às da britânica Virgínia Woolf, um ícone do mundo das letras. A doutora em literatura brasileira Ana Maria Cardoso é quem coordena a roda de conversa em comemoração a esse legado no final de semana.

— Clarisse surpreende pela diferença de sua escrita e tem até hoje um texto especial. Ela tem uma marca original, que vai nessa linha intimista e segue a prosa poética. Creio que por isso ela se consolida como uma referência no cenário literário nacional — acredita Ana.

Com o tema A estranheza que nos habita, o bate-papo refletirá sobre o olhar excêntrico que Clarice Lispector concede ao conceito de simples e familiar. Durante a roda de conversa, aberta ao público, Ana apresentará informações sobre a vida e a obra da escritora e, dentre os títulos discutidos estarão Laços de Família (1960), Perto do Coração Selvagem (1943), A Paixão segundo G.H. (1964) e A Hora da Estrela (1977).

— Escolhemos o tema "A estranheza que nos habita" porque Clarisse passeia no campo da filosofia. O texto dela não tem ações bem determinadas, ela discute pequenos eventos do cotidiano, que fazem o leitor refletir sobre as decisões. É um texto mais introspectivo — complementa a doutora. 

Ana destaca, ainda, a importância de Clarisse para a criação de caminhos na profissionalização de mulheres e critica a literatura patriarcal que, por vezes, criou conceitos controversos em relação à obra da autora. Ainda sobre o evento, ressalta: 

— Esses momentos de discussão da literatura são fundamentais porque tornam o conteúdo acessível e presente. Mas não só da literatura, acho importante que a arte em todas as suas formas esteja presente e seja discutida. A arte sensibiliza, educa e faz com que a gente se expresse melhor.

PROGRAME-SE
O quê: bate-papo Clarice Lispector: a Estranheza que nos Habita.
Quando: no próximo sábado, às 18h.
Onde: no Instituto Cultural Taru (Rua La Salle, 933), em Caxias do Sul.
Quanto: entrada é franca.

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