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Acolhimento institucional03/12/2018 | 09h00Atualizada em 03/12/2018 | 10h54

Adesão ao programa Famílias Acolhedoras é tímida em Caxias do Sul

A meta estabelecida é de 12 participantes até julho do ano que vem

Adesão ao programa Famílias Acolhedoras é tímida em Caxias do Sul Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Neste final de semana, teve início o primeiro processo de aproximação entre uma criança acolhida no sistema institucional de Caxias do Sul e uma família acolhedora. Depois do período de aproximação, se tudo correr bem, pode ser dada a guarda provisória e a criança ou adolescente já passa a morar com a família. 

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Na última quinta-feira, segundo a coordenadora do programa, Maria Lúcia Bettega, outros dois núcleos familiares aguardavam a liberação das crianças por parte do Juizado da Infância e da Juventude para dar andamento ao acolhimento. 

Ainda existem quatro famílias no estágio final de preparação e outras três que farão a capacitação a partir de janeiro de 2019. Maria Lúcia não considera baixo o número de famílias candidatas a participarem do Famílias Acolhedoras. 

Mesmo assim, o fato de o programa ainda ser uma novidade e o receio das pessoas em se apegar às crianças têm sido fatores restritivos.

– As pessoas acabam ficando mais confiantes depois de passarem por todo o processo. Como é algo novo, as pessoas ainda têm medo do apego. Acredito que depois desses núcleos familiares, haverá mais adesão – considera a coordenadora.

FAMÍLIA ACOLHEDORA

- Proporciona acolhimento provisório para criança e/ou adolescente afastada temporariamente de sua família de origem por medida de proteção solicitada pela Justiça.

- As famílias acolhedoras serão voluntárias, cadastradas e aprovadas pela Associação Mão Amiga e pela Fundação de Assistência Social (FAS). Essas famílias podem ser compostas por um casal ou uma pessoa solteira, maior de 25 anos, desde que haja um núcleo familiar.

- Entre os critérios estão não ter antecedente criminal, não ser dependente químico (bebidas alcoólicas ou drogas ilícitas) e ter disponibilidade de tempo, entre outros.

- As famílias selecionadas poderão ficar com os acolhidos por determinados períodos de tempo – dias ou semanas – até dois anos ou mais, em casos de reavaliação.

- Nesses períodos, a família será responsável pelas atividades cotidianas e rotineiras (como, por exemplo, levar a criança à escola, atendimentos de saúde, etc), preservando o vínculo e a convivência entre irmãos e parentes.

- As famílias acolhedoras serão acompanhadas por equipe técnica responsável da entidade.

- Cada família acolherá uma criança ou adolescente por vez, exceto quando se tratar de um grupo de irmãos. Nesse caso, o número poderá ser ampliado.

- A Mão Amiga irá selecionar, cadastrar, fazer a aproximação entre famílias e crianças e/ou adolescentes acolhidos e acompanhá-los no decorrer do projeto.

Meta

A meta estabelecida em contrato com a FAS é de 12 participantes no Famílias Acolhedoras até julho do ano que vem, quando fecha um ano do programa.

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