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Opinião 09/11/2018 | 15h27Atualizada em 09/11/2018 | 15h27

Nivaldo Pereira: desesperar jamais 

Pode ser na família, na saúde, nos relacionamentos, na carreira: morrer para renascer faz parte do jogo

Nivaldo Pereira: desesperar jamais  Rodolfo Guimarães / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Rodolfo Guimarães / Agência RBS / Agência RBS
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

Gosto da palavra resiliência, associada ao signo de Escorpião. Vem dos mistérios da vida a força estranha que nos faz suportar a descoberta do próprio potencial a partir de enfrentamentos e superações. Todos temos a energia de Escorpião em alguma área do nosso mapa astrológico, onde experiências desafiadoras tenderão a espremer de nós o sumo oculto, onde há que se perder para se ganhar, onde aprenderemos a cair de pé. Pode ser na família, na saúde, nos relacionamentos, na carreira: morrer para renascer faz parte do jogo.

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A resiliência evoca uma famosa frase do filósofo Nietzsche: “O que não me mata, me fortalece”. Nietzsche tinha o signo ascendente em Escorpião e o Sol em oposição ao regente Plutão. Ele sabia das intensidades da vida, da beleza e da tragédia, e a tudo via como desafio de crescimento. Outro incisivo pesquisador da natureza humana, o Dr. Freud, também tinha o ascendente em Escorpião. Freud foi essencialmente escorpiano quando afirmou que somos feitos de carne, mas temos de viver como se fôssemos de ferro.

Por que a vida é assim? Por que há provações às vezes cruéis, exigindo contenção e resistência? Essas questões só serão respondidas no signo seguinte, Sagitário, em suas buscas filosóficas e religiosas. Por ora, na esfera algo cética do Escorpião, o que há é o mundo real com seus testes, sem respostas prontas.

Escorpião vem depois de Libra, onde aprendemos a nos relacionar e a agir em conjunto. Mas, e o lado oculto e instintivo de cada pessoa? O que desapegar ou purgar de nós para construir algo novo no coletivo? Sem essa fase escorpiana, ficaríamos na leveza intelectual libriana, entre mesuras e etiquetas, sem jamais conhecer a fundo a si mesmo e aos outros. E nada como um medo, uma crise, um inferno qualquer, para abalar as aparências e revelar a essência que transforma. Vale a pena? Que o diga Fernando Pessoa, que também tinha o ascendente em Escorpião: “Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena”.

Por isso, Escorpião traz a bênção da resiliência. Pare, olhe, escute. Aqui, como no samba popular, a regra é: desesperar, jamais!

 

 
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