Do estreante Gallie à "prata da casa" Fran Duarte, terceira noite do MDBF empolga - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Música 25/11/2018 | 10h53Atualizada em 25/11/2018 | 17h17

Do estreante Gallie à "prata da casa" Fran Duarte, terceira noite do MDBF empolga

Encerramento do festival ainda contou com performances marcantes da cantora J.J. Thames e do cantor e guitarrista Marcelo Villela

Do estreante Gallie à "prata da casa" Fran Duarte, terceira noite do MDBF empolga Felipe Nyland/Agencia RBS
Mais uma vez, Fran Duarte fez bonito no MDBF Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Um dos grandes méritos da 11ª edição do Mississippi Delta Blues Festival, que se encerrou na madrugada deste domingo na Estação Férrea, em Caxias do Sul, foi equilibrar boas atrações inéditas e shows que se mostraram indispensáveis pelo sucesso que fizeram em festivais anteriores. Se um exemplo de apresentação necessária pode ser considerada a do britânico Ian Siegal, que levou sua pegada envenenada de violão ao Front Porch Stage, algumas das melhores estreias certamente podem ser consideradas o carismático violonista irlandês Gallie e a impecável cantora norte-americana J.J. Thames. No Folk Stage e no Hopston Stage, respectivamente, os estreantes garantiram a satisfação do público e a expectativa pelo 12º MDBF, com o inevitável gostinho de "quero mais".

Angela Ro Ro e Fred Sunwalk são os destaques da segunda noite do Mississippi Delta Blues Festival 2018

É verdade que alguns santos de casa fizeram seus milagres. Foi notável o show da cantora caixense Fran Duarte, um tributo à diva Aretha Franklin.Antes que as atividades no palco principal começassem, Fran colocou a galera para dançar e marcar com palmas os ritmos suingados que caracterizam a soul music.Na casinha, outro que pode ser considerado "de casa", Bob Stroger, preencheu de carisma a "casinha" que há muitos anos chama de sua, o Front Porch Stage. Acompanhado dos catarinenses da The Headcutters, Bob contou com um público devoto, capaz de aclamá-lo como a lenda que é.

No Hopson Stage, outro ícone do festival, o baterista e saxofonista Pedro Strasser, surpreendeu (se é possível ainda dizer que o talento de Pedrão surpreende) com uma versão do hino nacional tocada em solo de bateria. Foi a abertura ideal para chamar ao palco o cantor e guitarrista carioca Marcelo Villela _ um dos precursores do blues no Brasil _ que levou ao palco parceiros como o gaitista Toyo Bagoso e o guitarrista Ivan Mariz para apimentar o seu show, dedicado a blues autorais e clássicos como Help Me, de Sonny Boy Williamson, e Dust My Broom, de Robert Johnson.

A noite seguiu com performances marcantes das cantoras Sonja, no Magnolia Stage, e Jes Condado e Natacha Seara, no Flea Market Stage. Ao mesmo tempo, o público recebia a chance de conferir novamente, ou pela primeira vez, atrações impactantes das noites anteriores, como a parceria do guitarrista Fred Sunwalk e da saxofonista Vanessa Collier, e o bluesman brasileiro Zé Pretim (em show mais intimista, no palco do Mississippi Delta Blues Bar).

Deixando saudades entre os mais de três mil presentes brindados com uma noite em que a chuva se retirou ainda no início da noite, o 11º Mississippi Delta Blues Festival ainda seguiu com suas últimas apresentações e as tradicionais jam sessions madrugada adentro, marcando a resistência daqueles que se recusam a aceitar o fim dos dias mais esperados do ano. 

CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 24/11/2018. 11º Mississippi Delta Blues Festival, MDBF, no Largo da Estação Férrea - 3º dia. Na foto, Marcelo Villela, no Hopson Stage. (Felipe Nyland/Agência RBS)
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

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