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Investimento público20/11/2018 | 15h01Atualizada em 20/11/2018 | 15h01

3por4: Projeto de criação da Orquestra de Acordeon gera discussão na Câmara de Caxias

Parecer contrário à iniciativa foi aprovado na sessão desta terça

3por4: Projeto de criação da Orquestra de Acordeon gera discussão na Câmara de Caxias Tadeu Vilani/Agencia RBS
Projeto custaria cerca de R$ 200 mil aos cofres públicos Foto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

A criação de uma Orquestra Municipal de Acordeon, projeto de autoria do Poder Executivo de Caxias, gerou discussão na Câmara de Vereadores durante sessão desta terça. A Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo elaborou um parecer contrário ao projeto de lei, baseando justificativa no enfraquecimento recente do Financiarte. "É inconcebível que haja tanta falta de coerência da administração municipal em anunciar a criação de mais uma orquestra, após divulgar cortes de recursos para o Financiarte", fundamenta o documento, aprovado por maioria dos vereadores nesta terça. Os vereadores Kiko Girardi (PSD), Neri o Carteiro (SD), Chico Guerra (PRB), Renato Nunes (PR) e Wagner Petrini (PSB) votaram "não" ao parecer contrário ao projeto. 

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Presidente da Comissão de Educação, o vereador Paulo Périco (MDB) leu o documento fazendo relação entre o valor requerido para o projeto de criação da orquestra — cerca de R$ 200 mil — com a diminuição drástica de valores disponíveis para o Financiarte. 

— Orquestras importam, muito mesmo. Mas entendemos que é uma questão que precisa de uma certa elaboração, e precisa também de um certo fluxo de relevância. No mundo de hoje equipamentos culturais com custo tão alto de manutenção precisam estar demonstrando sua relevância à sociedade de maneira mais ampla. Sem dúvida, o papel do poder público como principal responsável das áreas culturais tem sido, ao longo da atual gestão, questionado. Entendem, os membros desta Comissão, que o custo de manutenção de uma Orquestra Municipal de Acordeon deve ser direcionado para o Financiarte e/ou para o Prêmio Anual de Incentivo à Montagem Teatral, que estão carentes de recursos que deveriam ser repassados pelo Poder Público, sem que tenha havido debate coma comunidade — leu o vereador.

O vereador Rafael Bueno (PDT) levou ao plenário uma declaração do acordeonista Rafael De Boni sobre o projeto. Em conversa com o Pioneiro, o instrumentista manteve sua posição. Ele questiona o alto investimento público numa única iniciativa, tendo em vista a difícil situação enfrentada por toda a classe artística da cidade atualmente.  

— Não sou contra a criação da orquestra, sou favorável, desde que outras iniciativas que já existem na cidade sejam respeitadas. Eu seria o primeiro interessado nessa orquestra, poderia ser membro, mas nesse momento estou pensando em toda classe artística, no coletivo. Sempre fui o primeiro a defender o acordeon como instrumento símbolo de Caxias, mas seria maravilhoso também se fossem respeitadas iniciativas como o carnaval, o Financiarte, o rodeio — listou o músico. 

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