Sérgio Lopes inaugura "De quem eu gosto, nem às paredes confesso", nesta quarta-feira, em Caxias - Cultura e Tendência - Pioneiro

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ARTES PLÁSTICAS02/10/2018 | 09h00Atualizada em 02/10/2018 | 09h21

Sérgio Lopes inaugura "De quem eu gosto, nem às paredes confesso", nesta quarta-feira, em Caxias

Exposição também marca os 30 anos da primeira mostra individual do artista, realizada na mesma galeria

Sérgio Lopes inaugura "De quem eu gosto, nem às paredes confesso", nesta quarta-feira, em Caxias Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Exposição também marca os 30 anos da primeira mostra individual de Sérgio Lopes, realizada na mesma galeria Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Os segredos mais íntimos são os segredos de amor. De tão secretos, nem no silêncio das paredes o indivíduo encontra um interlocutor a quem confessar suas angústias, sejam elas de amar e não ser correspondido, de amar a própria solidão ou de desejar um amor proibido. A relação entre o indivíduo e seus conflitos amorosos são o mote para a exposição De Quem Eu Gosto Nem Às Paredes Confesso, do artista plástico caxiense Sérgio Lopes. Com 18 quadros em acrílico sobre tela, a mostra pode ser conferida a partir desta quarta-feira, 19h, na Galeria Gerd Bornheim (Casa da Cultura). A visitação segue até o dia 3 de novembro.  

– Gosto de trabalhar com a figura humana. Nesta exposição apresento obras que propõem uma reflexão sobre relacionamentos, sobre estar sozinho, sobre estar apaixonado ou não. Relacionada a isso, aparece a  ideia do indivíduo diante de paredes para as quais ele não confessa seus segredos mais profundos. São paredes ornadas com pratos, espelhos, molduras que interagem e se misturam com os personagens. É um trabalho bem carregado de simbolismo, mas que não tem nenhum significado gritante. A ideia é que as pessoas façam as suas próprias leituras – observa o artista, docente dos cursos de Artes Visuais e Design de Moda da UCS. 

A exposição tem seu título pinçado da letra do fado Nem Às Paredes Confesso, consagrado pela cantora portuguesa Amália Rodrigues, imortalizado também pela voz do gaúcho Nelson Gonçalves. De quem eu gosto nem às paredes confesso/ E até aposto que não gosto de ninguém; Podes sorrir, Podes mentir, podes chorar também/ De quem eu gosto, nem às paredes confesso, diz o refrão, carregado de melancolia. Lopes, contudo, ressalta que as pinturas não assumem o compromisso de ilustrar a letra.

– O fado da Amália Rodrigues surge como um mote, uma inspiração. Não é que cada verso da letra esteja retratado em um quadro – explica. 

De Quem Eu Gosto... também marca o aniversário de 30 anos da primeira exposição individual de Sérgio Lopes, realizada na própria Casa da Cultura.  Hoje aos 53 anos, o artista recorda com carinho da época em que era considerado um prodígio do Atelier Livre da UCS. 

– Eu era visto como um aluno diferente, e logo fui incentivado a produzir e a participar de prêmios. Quando surgiu a oportunidade de expor individualmente, contei com a ajuda da professora Diana Domingues. Ela escreveu uma apresentação muito elogiosa, mas também corajosa, já que associava o seu nome ao de um artista ainda muito jovem e desconhecido – lembra.  

Programe-se
O quê
: Exposição De Quem Eu Gosto Nem Às Paredes Confesso, de Sérgio Lopes.
Quando: abre quarta-feira, dia 3, às 19h, e segue até 3 de novembro. Das 8h às 18h (segunda a sexta) e das 10h às 16h (sábados).
Onde: Galeria Gerd Bornheim, na Casa da Cultura (Rua Dr. Montaury, 1.333, Centro).
Quanto: entrada gratuita.

 
 
 

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