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Opinião02/10/2018 | 05h54Atualizada em 02/10/2018 | 05h54

Frei Jaime: em busca do equilíbrio 

A vida vai sendo tecida, de muitos jeitos, no cotidiano repleto de fatos e acontecimento

Frei Jaime Bettega
Frei Jaime Bettega

jaime@ofmcaprs.org.br

Bom Dia! A claridade vai chegando... o amanhecer anuncia a chegada de um novo dia! Outubro está ainda no seu início... serão tantas comemorações neste mês... Mas tem uma data muito especial: 04 de outubro, Dia de São Francisco de Assis! O santo da PAZ e do BEM!

Entendi que a vida não tece apenas uma teia de perdas, mas nos proporciona uma sucessão de ganhos. O equilíbrio da balança depende muito do que soubermos e quisermos enxergar.” (Lya Luft). 

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A vida vai sendo tecida, de muitos jeitos, no cotidiano repleto de fatos e acontecimentos. A intercalação dos ganhos e das perdas permite traçados diversos, linhas e curvas se revezam criando formatos inexplicáveis. A vida supõe saber tecer, caso contrário a felicidade ficará apenas no imaginário. Ninguém contabiliza apenas perdas ou somente ganhos. O equilíbrio se apresenta na medida em que a pessoa consegue enxergar muito além das imagens, que os olhos alcançam. 

Para ser justo diante dos fatos é preciso querer perceber e entender o ensinamento que está embutido em cada acontecimento. Nada é por acaso, mas é necessário estar aberto para querer assimilar a lição, que chega junto com os fatos. Nenhuma existência tem mais tristezas do que alegrias, tudo depende do modo como cada um processa os diversos sentimentos. A revolta dificilmente proporciona crescimento. Somente um coração humilde é capaz de entender em que momento a teia das perdas deve ser colocada, lado a lado, com a teia dos ganhos. 

O grande desafio é ser capaz de equilibrar o que se sucede ao longo dos dias. Para entender de equilíbrio é necessário ser portador de uma eficiente serenidade interior. A maioria vive uma sucessão de tumultos e desencontros. O pouco interesse na construção da paz pode ter consequências profundas. Um dia sem paz é o equivalente a um século de indiferença. Não é possível ter total controle de determinados acontecimentos, mas todos podem assimilar uma lição ou exercitar um aprendizado. Ninguém é plenamente alegre ou totalmente infeliz. Tudo depende do modo como cada um equilibra a sua balança. 

Muitas tristezas podem fazer surgir intensas alegrias. Por outro lado, muitas alegrias podem terminar em lágrimas. Viver é não perder de vista o equilíbrio. Bênçãos! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraços!     

 
 
 

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