Escritor nigeriano participa de bate-papo com estudantes na Feira do Livro de Caxias do Sul - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Literatura10/10/2018 | 09h00Atualizada em 10/10/2018 | 09h00

Escritor nigeriano participa de bate-papo com estudantes na Feira do Livro de Caxias do Sul

Autor de quatro livros infanto-juvenis, Sunny se descreve como um "recontador de histórias"

Escritor nigeriano participa de bate-papo com estudantes na Feira do Livro de Caxias do Sul Facebook/Reprodução
Foto: Facebook / Reprodução

Um ouvinte apaixonado pelas histórias fascinantes que formam a tradição oral de seu povo. É assim que o autor nigeriano Ikechukwu Sunday Nkeechi se descreve. Sunny, como é popularmente conhecido, participa na tarde desta quarta-feira (10) de bate-papo com estudantes de escolas públicas na 34ª Feira do Livro de Caxias do Sul, que segue com programação até domingo. Em sua primeira passagem pela região, ele não esconde a expectativa para "compartilhar os conhecimentos ancestrais da cultura africana":

— O povo brasileiro precisa desvendar a África, pois mesmo sendo uma das culturas formadoras do Brasil, o preconceito que ficou arraigado deixou muita coisa de lado. Sabemos que existe a história dominante e a história periférica. Por isso eu defendo um novo olhar sobre a cultura africana, valorizando as coisas boas. Tenho certeza que, através da literatura, é possível fazer com que os brasileiros percebam que a África não tem apenas coisas negativas — afirma o autor.

Aos 41 anos, Sunny é natural de Nkalagu, cidade localizada ao Sul da Nigéria, e vive no Brasil desde 2003. Nesses 15 anos em terras brasileiras, publicou Ulomma, A Casa da Beleza e Outros Contos (2006), As Aventuras de Torty, a Tartaruga (2012), Contos da Lua e da Beleza Perdida (2013) e O Natal de Nkem (2014) — todos homenageando a tradição oral das nações africanas.

Sua narrativa, voltada ao público infanto-juvenil, recorre ao mundo fantástico da imaginação e resgata algumas histórias da própria infância. Mesmo com quatro livros na bagagem, o nigeriano não se considera um bom escritor, mas sim um recontador das histórias que aprendeu com a avó:

— Eu estimo muito os mestres e mestras que me ensinaram essa arte de contar histórias, mas acho que nunca chegarei aos pés deles. Os contadores de histórias são detentores da palavra e eu não me considero assim, especialmente na língua portuguesa, onde aprendo diariamente. Por isso eu me considero um recontador.

DICA DE LEITURA
Amores em África, organização de Lenice Gomes.
— A palavra amor já diz tudo. Precisamos falar de amor no mundo literário. Muitas pessoas não têm ideia de como a África também é recheada de coisas lindas.

PROGRAME-SE
O quê:
Passaporte da Leitura com o escritor nigeriano Sunny.
Quando: hoje, às 14h15min com estudantes das escolas Professor Nandi e Emílio Meyer e às 15h30min com estudantes das escolas Kalil Sehbe e São Caetano.
Onde: Teatro Municipal Pedro Parenti (Rua Dr. Montaury, 1333).
Quanto: entrada gratuita.
Informações: pelo telefone (54) 3221-3697.

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