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Opinião28/09/2018 | 16h10Atualizada em 28/09/2018 | 17h10

Nivaldo Pereira: os pesos e a balança

Na roda zodiacal iniciada em Áries, Libra é o primeiro signo a se desenvolver a partir da noção de um "outro" como oposto e complemento

Nivaldo Pereira: os pesos e a balança Rodolfo Guimarães/
Foto: Rodolfo Guimarães
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

 

Para Libra, signo do elemento ar, a simbólica balança de dois pratos ilustra um elevado paradigma de justiça, ética e moral. Entre os 12 signos, esse é o único sem uma representação animal ou humana, o que já sugere uma expressão distanciada dos instintos e paixões e ancorada na razão. Leis e convenções definidas racionalmente como modelo de convivência e respeito devem pesar igualmente para todos nos pratos da mítica balança libriana. Em tese, a justiça deve ser imparcial, sem casuísmos.

Essa balança que avalia as relações e atitudes humanas reporta a um significado maior de justiça, de ordem cósmica ou divina. Era atributo da primordial deusa grega Têmis e o instrumento no qual o egípcio deus Osíris pesava a alma dos mortos. Na iconografia cristã, a balança aparece nas mãos de São Miguel, o arcanjo do julgamento, celebrado em Libra, dia 29 de setembro. Em nosso imaginário, aqui ou no além, ninguém escapa da pesagem das próprias atitudes num juízo final.

Esse aspecto transcendente do julgamento deixa claro que operar a balança não é tarefa fácil. Os librianos sabem disso. O mesmo talento para mediar conflitos também pode ser um tormento diante do iminente perigo da injustiça e da parcialidade. O ponteiro da balança de pratos vive a oscilar. Mesmo no cotidiano, qualquer decisão exige muita cautela e ponderação. Convém observar, pensar, ouvir, ouvir, ouvir. Para os librianos, antes ser indeciso que injusto.

 
 
 

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