Mostra autobiográfica de Verlu Macke, em Caxias, mescla memória e esquecimento - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Exposição07/09/2018 | 09h00Atualizada em 07/09/2018 | 09h00

Mostra autobiográfica de Verlu Macke, em Caxias, mescla memória e esquecimento

Em cartaz no Ordovás, exposição tem curadoria de Silvana Boone. Visitação segue até 7 de outubro

Mostra autobiográfica de Verlu Macke, em Caxias, mescla memória e esquecimento Éverton Rigatti/Divulgação
Foto: Éverton Rigatti / Divulgação

“Memória. Substantivo feminino. Faculdade pela qual o espírito conserva ideias ou imagens, ou as readquire sem grande esforço. Lembrança”.

Para além do verbete no dicionário, a artista Verlu Macke embarcou na instigante trilha da memória para compor a exposição Diário do esquecimento: como revelar e apagar uma infância, em cartaz na Galeria de Artes do Ordovás, em Caxias. Sob curadoria de Silvana Boone, a instalação artística mergulha em aspectos autobiográficos, uma provocação para o público desvendar o universo simbólico e subjetivo das lembranças.

— A gente sempre quer guardar as memórias boas e esquecer as ruins, mas para isso é preciso que elas sejam reprocessadas. E é isso que a Verlu faz: um reprocessamento. Ao mesmo tempo que ela revela publicamente algumas questões de infância, também vai apagando outras — destaca Silvana, que iniciou o trabalho de curadoria ainda em 2017.

Com a proposta de revelar e apagar memórias por meio da arte, Verlu optou por entrelaçar diferentes técnicas e linguagens: fotografia, videoarte, pinturas e até esculturas. Um dos destaques é a obra Vinte tentativas de apagar um diário, que consiste em intervenções com tinta acrílica, cera, terra e chás sobre páginas escritas pela artista.

— Quando comecei a pensar nessa exposição, junto com a Silvana, escrevi um diário onde relato diversas situações da infância. Inclusive escrevi coisas que por muito tempo eu não havia exposto. É um diário bastante íntimo, com mais de 100 páginas. E eu trabalhei em cima disso. Digitalizei e ampliei as páginas, imprimi e fiz as intervenções — detalha Verlu.

Entre páginas, fotos e esculturas, o exercício de resgatar — e ressignificar — as memórias de infância culmina no vídeo In Memorian, também disponível para apreciação dos visitantes. A produção tem imagens que representam o enterro simbólico do diário, deixando espaço para as interpretações.

— Desde o início, quando decidimos trabalhar o diário como base, também quis trazer uma reflexão sobre a dessacralização da maternidade e da paternidade. Quis trazer a desconstrução dessas verdades consagradas que não podemos questionar. São instituições consideradas intocáveis, mas que também precisam ser questionadas — finaliza a artista.

Atividades
No dia 26, às 19h, Verlu Macke e Silvana Boone promovem um bate-papo junto à exposição. Interessados podem se inscrever gratuitamente até o dia 24 pelo e-mail uniartes@caxias.rs.gov.br. Já no dia 6 de outubro, às 17h, a dupla faz uma visita guiada pela exposição. Inscrições até 4 de outubro, gratuitamente, pelo mesmo e-mail.  

PROGRAME-SE
O quê:
exposição Diário do esquecimento: como revelar e apagar uma infância, de Verlu Macke.
Visitação: até 7 de outubro. De segunda a sexta, das 9h às 22h; finais de semana e feriados, das 16h às 22h.
Onde: Galeria de Artes do Ordovás (Rua Luiz Antunes, 312), em Caxias.
Quanto: entrada gratuita.
Informações: pelo telefone (54) 3901-1316.

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