Beatriz Dagnese abre exposição "Armadilhas do Imaginário II", nesta quarta, na Casa da Cultura de Caxias - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Artes visuais05/09/2018 | 08h00Atualizada em 05/09/2018 | 08h35

Beatriz Dagnese abre exposição "Armadilhas do Imaginário II", nesta quarta, na Casa da Cultura de Caxias

Mostra reúne 30 trabalhos feitos em nanquim branco sobre papel preto e segue até o dia 29

Beatriz Dagnese abre exposição "Armadilhas do Imaginário II", nesta quarta, na Casa da Cultura de Caxias Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

"A linha sutilmente lançada no espaço do papel trama-se, elabora contextos, vai e volta sem jamais se perder de sua razão primeira: a de encantar e seduzir o observador para arrastá-lo até o âmago. O olhar não deriva na superfície, ele captura o todo para depois se ater ao detalhe".

As palavras da curadora Ana Zavadil traduzem a intensidade poética de Armadilhas do Imaginário II, exposição assinada por Beatriz Dagnese que abre nesta quarta-feira na Galeria Municipal de Arte Gerd Bornheim, na Casa da Cultura. Com visitação até o dia 29, a mostra reúne 30 trabalhos. Todos foram feitos com nanquim branco em suporte de papel preto, compondo desenhos de linhas sinuosas que expressam a complexidade de pensamentos que transbordaram de Beatriz.

— Eu faço um apanhado de quase todo meu trabalho, como se fosse uma retrospectiva. E como são desenhos abstratos, posso afirmar que é um trabalho bastante singular. O público vai encontrar suas próprias indagações. Essas armadilhas que o título da exposição propõe não são apenas para mim, mas também para o público, porque os olhos do observador podem ser puxados para qualquer outro detalhe que chame sua atenção — resume a artista.

Armadilhas do Imaginário II traz ao público caxiense trabalhos produzidos entre 2010 e 2018, incluindo três quadros expostos na 10ª Bienal da Mercosul, na capital gaúcha, em 2015. Mesmo com esse repertório, o destaque da segunda exposição solo da artista natural de Nova Bassano é a tela que busca sintetizar o poema Todas as cartas de amor são ridículas, escrito por Fernando Pessoa sob o heterônimo de Álvaro de Campos. Imponente, o trabalho mede 1m x 3m, evidenciando o domínio da técnica e amadurecimento artístico de Beatriz.

— É um trabalho muito bonito e singular, onde eu tento traduzir essas ridículas cartas de amor usando as linhas do abstrato e introduzindo algumas cores.

Autodidata nas artes visuais, Beatriz se dedica exclusivamente ao ofício há 10 anos, embora pratique desenhos em nanquim desde a juventude. Decidida a brindar a região natal com a exposição que faz uma retrospectiva sobre a carreira, chegou a recusar convites para montar Armadilhas do Imaginário II na Casa de Cultura Mario Quintana e no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) — ambos em Porto Alegre.

PROGRAME-SE
O quê:
abertura da exposição Armadilhas do Imaginário II, de Beatriz Dagnese.
Quando: hoje, às 19h30min.
Visitação: até o dia 29. De segunda a sexta, das 8h às 18h; sábados, das 10h às 16h.
Onde: Galeria Municipal de Arte Gerd Bornheim (Rua Dr. Montaury, 1.333), em Caxias.
Quanto: entrada gratuita.
Informações: pelo telefone (54) 3215-4307.

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