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Opinião16/07/2018 | 13h08Atualizada em 16/07/2018 | 13h08

Marcos Kirst: cuidar da casa dentro e fora

Saber afastar-se do que nos faz mal é uma das chaves da felicidade e do sucesso

Estou convencido de que uma das fórmulas eficazes para conquistar mais qualidade de vida (e a partir disso, intrinsecamente, obter saúde psíquica e física, longevidade com excelência e paz de espírito) decorre da convivência em ambientes sadios. Isso tanto externa quanto internamente. Se é verdade que, a partir dos hábitos (comportamentais e alimentares) que decidimos adotar, é possível proporcionar ao nosso organismo um ambiente interno sadio, e assim, por conseguinte, promover saúde física e mental ao nosso corpo, então é verdade que a convivência diária em ambientes físicos externos psiquicamente sadios também é capaz de produzir saúde tanto física quanto mental.

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Tanto nosso corpo precisa ser constituído de um ambiente interno sadio (para evitar as doenças e prolongar a vida com saúde) quanto nosso entorno precisa ser moldado por ambientes que nos tragam paz de espírito e permitam um viver harmonioso, criativo, edificante, construtivo, colaborativo, feliz e cidadão. Se é correto afirmar que devemos evitar poluir nosso organismo com lixo alimentar a fim de zelar pela nossa saúde orgânica, é também verdade que devemos evitar nossa inserção e permanência em ambientes psiquicamente perniciosos, que adoentam nossa alma. Óbvio que tanto um quanto outro quadro depende também de nossa própria ação proativa. Cabe a mim decidir o que ingerir a fim de zelar pela minha saúde física, e cabe também a mim me esforçar para que os ambientes em que me insiro sejam sadios. E quando detectamos que nossas ações não bastam para transformar o quadro, o negócio é optar pelo recuo estratégico: não mais frequentar o local pernicioso, a relação perniciosa, o contexto pernicioso. Saber afastar-se do que nos faz mal é uma das chaves da felicidade e do sucesso.

Dia desses, fui surpreendido por ver-me inserido em um ambiente de trabalho carregado por energias positivas que jamais imaginaria encontrar naquele tipo de instituição. As pessoas que ali dispensam oito ou mais horas diárias de suas vidas fazem questão de se cumprimentar umas às outras com entusiásticos e genuínos “bons dias” a cada nova jornada. Olham-se nos rostos, sorriem, apertam-se as mãos. E não o fazem por obrigação de manual interno de conduta, por determinação gerencial. Fazem porque querem, e esse hábito impregna a atmosfera com uma energia sadia e inspiradora que se apodera até mesmo do visitante e do colaborador eventual, inserido de imediato em um ambiente no qual tem prazer em transitar. Pequenos gestos que produzem grandes efeitos. Infelizmente, ainda tão raros.

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