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Turismo29/06/2018 | 16h00Atualizada em 29/06/2018 | 17h50

Catalunha oferece diversos atrativos além de Barcelona

A capital catalã pode ser o ponto de partida para que o turista conheça, em um único dia, outras cidades da região localizada no Nordeste da Espanha

Catalunha oferece diversos atrativos além de Barcelona Fernando Soares/Agência RBS
Foto: Fernando Soares / Agência RBS

Um dos destinos mais visitados da Europa, Barcelona recebe aproximadamente 15 milhões de turistas por ano. Não é à toa que a capital da Catalunha, comunidade autônoma situada no Nordeste da Espanha, atrai tantas pessoas. Seja por sua arquitetura modernista marcada pelas obras icônicas de Antoni Gaudí, pelo charme do túnel de árvores em Las Ramblas, por sua orla junto ao mar mediterrâneo ou pelo futebol arte do Barcelona liderado pelo argentino Lionel Messi, a cidade constantemente aparece no roteiro dos brasileiros que planejam uma viagem ao Velho Continente. 

No entanto, a Catalunha oferece muitos atrativos além de Barcelona. A região é repleta de cidades que merecem uma visita, sendo que muitas delas podem ser conhecidas em um bate-volta de um dia a partir de sua capital. E há opções para todos os gostos, que vão de praias à povoados medievais, de montanhas a cidades que foram importantes dentro do Império Romano. Confira algumas alternativas de passeios que podem ser feitos em terras catalãs. 

Besalú 

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, Besalú e sua ponte medieval.
Ponte Fortificada é ponto de entrada do pequeno município de BesalúFoto: Fernando Soares / Agência RBS

Logo no ponto onde começa Besalú, a Ponte Fortificada já evidencia o porquê deste povoado ser considerado um dos mais bonitos da Catalunha. A imagem da ponte e seu reflexo no rio Fluvià é tida como uma das paisagens mais belas de toda a região. De estilo românico, a construção conta com sete arcos e é fruto de diversas alterações ao longo de séculos. Foi erguida por volta de 1075 e teve sua primeira reforma em 1315, por conta das constantes inundações que sofria.  

Posteriormente foram adicionadas as torres defensivas e, em 1680, uma nova reforma foi realizada. A fortificação foi bastante atingida durante a Guerra Civil Espanhola, no início do século 20, quando dois de seus arcos foram danificados. Por isso, foi novamente restaurada em 1965, adquirindo a forma que perdura até os dias atuais.  

A ponte é a porta de entrada à uma pequena cidade que mantém praticamente intacto seu estilo medieval, forjado a partir do século 8. Inclusive, entre agosto e setembro, o município costuma realizar uma festa medieval, para celebrar seu passado. A melhor maneira de conhecer Besalú é percorrer o vilarejo a pé e perder-se por suas ruas estreitas, recheadas de construções de pedra, como o monastério de Sant Pere e a sinagoga instalada no século 13. 

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, Besalú e sua ponte medieval.
Construção possui sete arcos ao todoFoto: Fernando Soares / Agência RBS

Distância entre Barcelona e Besalú: 130km (1h40min)
Como ir: De carro ou de ônibus. A empresa Teisa opera rotas diárias, que saem do Carrer de Pau Cleris, no Passeig de Gràcia. 


Cadaqués 

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, Cadaqués, na Costa Brava.
Mar calmo e com água cristalina é uma das marcas de CadaquésFoto: Fernando Soares / Agência RBS

Pequeno vilarejo de pescadores, Cadaqués era o lugar favorito de um dos catalães mais ilustres da história. O pintor Salvador Dalí, ícone do movimento surrealista, escolheu o local para fixar residência. Dalí se instalou em uma casa no município, na baía de Portlligat, onde viveu de 1930 até 1982, quando sua esposa Gala Dalí faleceu. Lá fez boa parte de suas obras. A paisagem que tinha a partir de sua residência também servia como uma fonte de inspiração, como no quadro A persistência da memória. A tela, famosa por seus relógios derretidos, tem Portlligat como cenário ao fundo.   

Dalí gostava tanto de Cadaqués que dizia que desejava ser enterrado no local, ao lado de sua esposa. Porém, após a morte de Gala, o pintor mudou de ideia. Ao final, em 1989, foi sepultado em Figueres, sua cidade natal, no museu que leva seu nome. A casa onde Dalí e Gala viveram em Portlligat se converteu em um museu e é uma parada imperdível em uma visita a Cadaqués.  

Mas a cidade não se restringe ao seu vínculo com Salvador Dalí. Suas pequenas ruas, repletas de prédios e casas brancas, são um convite para uma caminhada sem rota pré-definida. Além disso, chama a atenção o mar calmo e de água cristalina do local, uma das marcas da Costa Brava, zona da Catalunha onde está Cadaqués e que possui uma série de outras belas praias.  

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, a baía de Portlligat, em Cadaqués
Pintor Salvador Dalí escolheu fixar residência na baía de Portlligat, em CadaquésFoto: Fernando Soares / Agência RBS

Distância entre Barcelona e Cadaqués: 170km (2h30min)
Como ir: De carro ou de ônibus. A empresa Sarfa opera rotas diárias, que saem da Estació del Nord. 


Colònia Güell 

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, Colònia Güell e o interior da cripta desenhada por Antoní Gaudí
Cripta Güell foi desenhada pelo arquiteto Antoni GaudíFoto: Fernando Soares / Agência RBS

Entre o final do século 19 e o início do século 20, o empresariado catalão foi o grande responsável por fomentar um estilo arquitetônico próprio na região. Dentro deste contexto, Eusebi Güell, um dos maiores empresários da época, acabou se convertendo no mecenas do arquiteto Antoni Gaudí. Da parceria da dupla nasceram algumas das construções mais conhecidas de Barcelona e, por tabela, do modernismo catalão, como o Palau Güell e o Park Güell.  

Dono de uma indústria têxtil em Santa Coloma de Cervelló, município a poucos quilômetros de Barcelona, Eusebi Güell decidiu construir um vilarejo para abrigar os funcionários de sua fábrica. Nascia assim, em 1890, a Colònia Güell, complexo que reúne uma série de edificações modernistas. A principal delas, a cripta onde se realizavam os cultos religiosos, ficou a cargo de Gaudí.  

Local que mais chama a atenção na colônia, a pequena igreja começou a ser idealizada por Gaudí em 1898, quando ele já estava envolvido no seu projeto mais ambicioso, a construção da basílica da Sagrada Família, na capital catalã. Por conta disso, ele acabou utilizando a cripta da Colònia Güell como uma espécie de ensaio para sua grande obra.  

Devido à falta de recursos, a igreja do vilarejo foi entregue inacabada, mas, mesmo assim, é possível verificar diversos elementos inovadores, que mais tarde apareceriam na Sagrada Família. Entre eles, estão os vitrais em formato de flores, que maximizam o uso da luz natural do dia na iluminação do interior. 

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, Colònia Güell e  sua pequena igreja
Vitrais em formato de flores são uma das marcas da pequena igrejaFoto: Fernando Soares / Agência RBS

Distância entre Barcelona e Colònia Güell: 20km (25min)
Como ir: De trem (FGC linhas S33, S4 ou S8) saindo da estação Plaça d'Espanya ou de carro 


Girona 

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, Girona e as casas às margens do rio Onyar. Ao fundo, a catedral do município.
Edifícios coloridos às margens do rio Onyar formam o principal cartão-postal de GironaFoto: Fernando Soares / Agência RBS

Ao visitar Girona, os fãs de Game of Thrones poderão ter a sensação de que já viram algumas de suas paisagens em episódios da série televisiva. E não estarão equivocados. O labirinto de ruas medievais do Call (bairro judaico), a basílica de Sant Feliu e a catedral, com sua escadaria composta por mais de 90 degraus, figuraram entre os cenários utilizados para ambientar a sexta temporada da trama. Todos são pontos imprescindíveis no roteiro de quem deseja conhecer o local. 

A cidade mistura um passado românico, árabe e judaico, com origens que remetem ao século 1 antes de Cristo. Naquela época, os romanos ergueram a Força Vella, uma fortaleza protegida por muros de pedra e que acabou abrigando parte da cidade medieval. Em um dos pontos desse perímetro, encontra-se a catedral gironina, que se caracteriza pela mescla de elementos barrocos, góticos e românicos. 

Próximo da catedral está um dos pontos de acesso à muralha de Girona, construída entre os séculos 11 e 15 e que atravessa toda a cidade. De lá é possível ter uma vista panorâmica da cidade dos quatro rios, como é conhecida Girona. As margens do Onyar, um desses rios, com suas casas e edifícios formam a paisagem mais emblemática do município.  

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, a Catedral de Girona.
Escadaria que conduz até a catedral de Girona tem mais de 90 degrausFoto: Fernando Soares / Agência RBS

Distância entre Barcelona e Girona: 100km (1h20min)
Como ir: De ônibus saindo da Estació del Nord (empresas Alsa e Sagalés), de trem-bala ou trens de média velocidade saindo da estação Sants ou de carro 


Montserrat 

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, a montanha de Montserrat e seu monastério construído por volta do ano 1000.
Montanha é uma das paisagens mais conhecidas da CatalunhaFoto: Fernando Soares / Agência RBS

Um dos principais cartões-postais da Catalunha, Montserrat é uma montanha que se destaca por seu formato inusitado. A impressão que se tem é de que o lugar foi esculpido manualmente até adquirir suas formas, repletas de pontas. Entretanto, a paisagem deslumbrante é fruto de um processo geológico de milhões de anos, no qual a chuva e o vento acabaram "lapidando" as rochas naturalmente.   

O local também se notabiliza por sua espiritualidade. É no monastério com mais de 1 mil anos de existência, situado em meio à montanha, que está uma imagem de Nossa Senhora de Montserrat esculpida no século 12. A santa, conhecida popularmente na região como La Moreneta (A morena), é a padroeira da Catalunha. Por isso, é muito comum encontrar peregrinos no santuário, fazendo orações e agradecendo às graças alcançadas. 

Chamada por muitos de montanha mágica, Montserrat é protagonista de uma série de lendas urbanas. Uma delas garante que o Santo Graal está situado no local. Essa hipótese é proveniente de um conto alemão medieval, que mencionava uma montanha chamada Monsalvat como a localização do Graal. 

Além disso, Montserrat é um destino interessante para quem gosta de realizar caminhadas. Diversas trilhas em meio à natureza estão identificadas em placas espalhadas nas proximidades do monastério.  

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, detalhes internos no pátio do monastério construído por volta do ano 1000.
Detalhes internos do monastério construído por volta do ano 1000Foto: Fernando Soares / Agência RBS

Distância entre Barcelona e Montserrat: 60km (1h)
Como ir: De trem (FGC linha R5) saindo da estação Plaça d'Espanya ou de carro 


Sitges 

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, praia de Sitges com a igreja matriz do município ao fundo.
Sitges é um dos destinos preferido dos moradores de Barcelona no verãoFoto: Fernando Soares / Agência RBS

Quem disse que no Exterior não se faz carnaval? Em pleno inverno na Catalunha, Sitges é palco de uma das festividades do gênero mais famosas na Europa. Durante os dias de folia, a cidade realiza desfiles alegóricos nas ruas, com direito a apresentações de grupos locais de batucada. Na terça-feira, no auge do evento, o município recebe mais de 250 mil pessoas para o evento. 

No entanto, nem só de carnaval vive Sitges. A meia-hora de distância da capital catalã, a cidade é um dos principais destinos de veraneio dos barceloneses, que, entre junho e agosto, lotam suas praias. O local ainda encanta por sua arquitetura. Em uma volta pelo centro histórico, o Palau de Maricel se destaca. De estilo modernista, o palácio tem papel importante na vida social do município, já que é palco dos principais eventos que acontecem lá. 

Outro lugar marcante é a igreja de São Bartolomeu e Santa Tecla, localizada nas proximidades da praia. Entre os atrativos do templo, construído no século 17, estão os retábulos barrocos em seu interior. 

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, o palácio de Maricel, em Sitges.
De estilo modernista, Palau de Maricel é um dos principais pontos de SitgesFoto: Fernando Soares / Agência RBS

Distância entre Barcelona e Sitges: 45km (40min)
Como ir:  De ônibus (empresa Monbus), de trem (Renfe linha R2) saindo das estações França, Passeig de Gràcia e Sants ou de carro. 


Tarragona 

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, o anfiteatro romano de Tarragona.
Anfiteatro foi construído no século 2, quando Tarragona era uma das principais cidades do Império RomanoFoto: Fernando Soares / Agência RBS

Praticamente um museu a céu aberto. Assim é Tarragona, município às margens do mar mediterrâneo que preserva parte de seu passado dentro do Império Romano. Fundada como Tarraco no século 3 antes de Cristo, a cidade foi capital da província de Hispânia Citerior e uma das mais importantes do império. Seu auge chegou no século 2, com a construção de grandes edifícios. Entre eles, um anfiteatro com capacidade para 14 mil pessoas, utilizado para as lutas de gladiadores com animais selvagens e as execuções públicas. Localizado perto do mar, esse "pequeno coliseu" é o ponto alto de uma visita ao local. 

Seguem preservadas também outras atrações, como o Pretório e o Circo Romano, que remontam à época de Tarraco. O circo, construído no século 1, tinha capacidade para 30 mil espectadores e era utilizado principalmente nas corridas de cavalos. Já no Pretório o destaque fica por conta das passagens subterrâneas, que antigamente desembocavam no fórum provincial, centro político-administrativo da localidade. A poucos metros dali, está o Museu de História de Tarragona, onde é possível encontrar uma grande maquete que dá a dimensão do que foi Tarraco. 

À parte do conjunto de pontos da antiga Tarraco, chama a atenção a catedral de Santa Tecla, construída no século 13, marcada por seu estilo gótico. Outra parada essencial é no Balcão do Mediterrâneo, onde é possível aproveitar uma vista panorâmica das praias e do porto de Tarragona. 

Matéria do Almanaque com sugestões de bate-voltas na Catalunha, a partir de Barcelona. Na foto, igreja de Tarragona
Catedral de Santa Tecla foi construída no século 13Foto: Fernando Soares / Agência RBS

Distância entre Barcelona e Tarragona: 100km (1h15min)
Como ir: De ônibus (empresa Alsa) saindo da Estació del Nord, de trem saindo das estações França, Passeig de Gràcia e Sants ou de carro

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