Regyna de Queiroz Gazzola lança, em Caxias, o romance "Aprendizes da Vida" - Cultura e Tendência - Pioneiro

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Literatura10/05/2018 | 10h00Atualizada em 10/05/2018 | 10h00

Regyna de Queiroz Gazzola lança, em Caxias, o romance "Aprendizes da Vida"

Sessão de autógrafos será na Galeria Gerd Bornheim, das 17h às 20h desta quinta

Regyna de Queiroz Gazzola lança, em Caxias, o romance "Aprendizes da Vida" Felipe Nyland/Agencia RBS
No seu 11º livro, escritora caxiense traz como cenário o Rio de Janeiro, cidade na qual foi morar após o casamento, em 1960 Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS
Maristela Scheuer Deves
Maristela Scheuer Deves

maristela.deves@pioneiro.com

Os sete anos que morou no Rio de Janeiro, a partir de 1960, deixaram marcas na memória e no coração de Regyna de Queiroz Gazzola. Cenários como a Avenida Atlântica, Copacabana, Ipanema e Leblon, bem como a efervescência cultural e política, encantaram a jovem de 18 anos, recém-casada, que deixara a então pequena Caxias do Sul para viver numa cidade que ainda era capital da República. 

Mais de cinco décadas depois, Regyna aproveita essas memórias afetivas e torna o Rio daquela época, com seus hábitos requintados, cenário do romance Aprendizes da Vida, que ela autografa nesta quinta, em Caxias do Sul.

— O Rio é uma cidade que eu amo, e mesmo depois de voltar para a Serra, costumava passar as férias lá — conta a escritora, que ocupa a cadeira nº 7 da Academia Caxiense de Letras (ACL-RS).

Em seu 11º livro (o segundo romance), Regyna resolveu unir realidade e ficção. A trama começa justamente nos anos 1960 e vai até 1985, e foi inspirada em situações reais, apesar de as personagens serem fictícias. Tudo tem, como diz a autora, "pinceladas de realidade".

— Acho que nenhum autor consegue deixar suas vivências de fora da ficção. Eu vou estruturando meus personagens pensando em pessoas conhecidas e naquilo que eu vivi — diz ela.

O enredo gira em torno de Lorenzo, um psiquiatra que se apaixona por uma jovem paciente. Os dissabores com a primeira esposa, que tem problemas com alcoolismo, a relação com o filho e com a mãe, o novo casamento, tudo vai sendo um aprendizado para o personagem. 

O Rio, mais do que a ambientação da história, acaba sendo um atrativo à parte, com a reconstrução dos costumes cariocas do período retratado. Até mesmo restaurantes e casas noturnas citados existem ou existiram realmente. 

Também merecem destaque na trama a música (o Dr. Lorenzo, além de psiquiatra, é pianista, e gosta de tocar Pour Elise, em homenagem a sua amada) e os perfumes, como o Fleur de Rocaille, utilizado por duas personagens. No final da trama, que tem ainda alguns capítulos contados na perspectiva de diferentes personagens, há um toque de espiritualismo.

Para reforçar a verossimilhança, Regyna contou com a consultoria de uma amiga que mora no Rio de Janeiro e que a ajudou com nomes de ruas e outras localizações. Quando alguma cena abordava aspectos de saúde, consultou um médico, também carioca, e uma amiga advogada deu orientações sobre uma questão de divórcio.

— O professor (e escritor José Clemente) Pozenato, que foi meu revisor de narrativa, me disse: "Regyna, o Rio é uma cidade real, então você não pode errar" — conta.

Agende-se

:: O quê: lançamento do romance Aprendizes da Vida, de Regyna de Queiroz Gazzola.

:: Quando: nesta quinta, das 17h às 20h.

:: Onde: na Galeria Municipal de Arte Gerd Bornheim (Rua Dr. Montaury, 1.333, na Casa da Cultura), em Caxias.

:: O livro: 320págs. No lançamento, R$ 45; depois, R$ 49,90.

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